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Governo do Amazonas fez ajustes para fechar o ano no azul

Empenhos serão cancelados até o fechamento do sistema e empurrados para 2015 30/12/2014 às 22:23
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Secretário estadual de Fazenda, Afonso Lobo
acritica.com Manaus (AM)

No encerramento do exercício financeiro deste ano, o governo fez ajustes necessários para que não fechasse as contas no vermelho. De acordo com o governador José Melo, alguns empenhos serão cancelados até o fechamento do sistema, hoje, e reempenhados em 2015, mas em um valor muito abaixo da série histórica. Até ontem, o portal da transparência mostrava um déficit de R$ 1,3 bilhão.

Segundo dados da Sefaz, foram desembolsados R$ 11,6 bilhões em pagamentos a fornecedores e servidores este ano.  O titular da pasta, Afonso Lobo, afirmou que o repasse de recursos aos municípios foi antecipado este mês  para que as prefeituras contassem com os recursos em caixa ainda no balanço deste ano.

 “O normal seria repassarmos os valores amanhã (hoje), mas antecipamos para ontem (segunda-feira). Dessa forma, os prefeitos podem encerrar seus balanços com mais tranquilidade, já que de outro modo o recurso só estaria disponível, na sexta-feira, dia 2 de janeiro”, explicou o secretário.

Conforme informações do governo, baseados na listagem dos rateios do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)  repassados, a Sefaz antecipou às prefeituras o pagamento de  R$ 36,633 milhões, com  valores oscilando entre R$ 115,6 mil (Amaturá) e R$ 22,7 milhões (Manaus).

Com os pagamentos neste mês de dezembro, o Estado contabilizou, até ontem, pagamentos globais de aproximadamente R$ 11,6 bilhões em 2014. O montante é referente à folha do funcionalismo, previdência, fornecedores, prestadores de serviço, repasse aos poderes, pagamento da dívida pública, entre outras rubricas. Afonso Lobo frisou que este foi um ano de contratações de novos servidores e de criação e aperfeiçoamento de planos de cargos, carreiras e salários que chegaram a milhares de servidores.

José Melo - Governador do Amazonas pelo Pros

“O ano encerra melhor do que eu próprio imaginava encerrar. Os recursos que  conseguimos dos financiamentos, como o Proinfra, o Proinvest, nós acabamos conseguindo receber as parcelas no fim deste ano, o que permitiu que nós realizássemos muitos pagamentos das obras  grandes  por um lado. De outro lado, a economia que nós fizemos ao longo do ano em função da boa receita que tivemos até a Copa – depois ela caiu e agora em dezembro ela recuperou – permitiu que nós tivéssemos recursos para honrar uma série de pagamentos, que até outubro estávamos reticentes se poderíamos chegar lá. Isto nos permitiu agora em dezembro ter um desembolso de R$ 1,2 bilhão. Desses, R$ 368 milhões é da folha e todo o restante é de pagamento a fornecedores, investimentos. Conseguimos pagar os fornecedores. Conseguimos fechar o ano bem. Antecipamos os repasses aos municípios. Os números são animadores. Muitos Estados e municípios não conseguiram pagar a folha de dezembro. Nós já pagamos a de dezembro e o 13º. Estamos fechando o ano muito bem, muito melhor do que eu poderia imaginar”.


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