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Cotidiano
MEDIDA

Governo Donald Trump tenta estender data limite para reunir famílias migrantes

Em uma ação interposta na quinta-feira, o DOJ disse que o Departamento de Saúde estava fazendo exames de DNA para determinar o parentesco 06/07/2018 às 17:39
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Foto: Reprodução/Internet
AFP Los Angeles (Estados Unidos)

O governo do presidente Donald Trump pediu à Justiça a extensão da data limite para reunir algumas crianças e seus pais migrantes detidos com o argumento de que precisa de mais tempo para verificar e confirmar as suas identidades.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) também pediu a um juiz federal em San Diego que flexibilizasse parte de uma ordem anterior que poderia obrigar o governo a liberar os adultos migrantes detidos se não fossem reunidos com seus filhos antes da data fixada pelo tribunal.

A juíza Dana Sabraw estabeleceu em 26 de junho uma ordem judicial para exigir ao governo que reúna com seus pais em 14 dias as crianças detidas menores de cinco anos e em 30 dias as que forem maiores do que essa idade.

Em uma ação interposta na quinta-feira, o DOJ disse que o Departamento de Saúde estava fazendo exames de DNA para determinar o parentesco.

Embora o departamento esteja "se movendo rapidamente para realizar esses testes, este processo leva um tempo considerável, inclusive quando se acelera", indicou.

O Departamento de Saúde acrescentou que, dada a possibilidade de haver solicitações falsas, "confirmar o parentesco é fundamental para assegurar que as crianças sejam devolvidas a seus pais, não a potenciais traficantes" e que o governo também tem que determinar se o adulto tem histórico criminal ou poderia representar um perigo para seu filho.

O governo quer isolar um parágrafo da ordem judicial que proíbe deter migrantes adultos sem seus filhos com o argumento de que isso poderia ser usado para pedir a libertação desses detidos que foram reunificados no tempo determinado pela corte.  

Diante da indignação pública, o presidente Donald Trump voltou atrás em 20 de junho na aplicação de sua política de "tolerância zero", mas ainda não está claro quantas das 3.000 crianças separadas de suas famílias foram devolvidas aos seus pais. 

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