Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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Governo Federal pretende investir R$ 186 bilhões no setor elétrico

Amazonas ganhará pequenas centrais hidrelétricas próximas ao Pará, dentro do plano anunciado pelo governo federal



1.jpg Programa de Investimento em Energia Elétrica (PIEE) foi lançado ontem pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga
11/08/2015 às 22:34

O governo federal promete fazer investimentos novos de R$ 186 bilhões na geração e transmissão de energia elétrica entre agosto de 2015 e dezembro de 2018 por meio do Programa de Investimento em Energia Elétrica (PIEE), lançado ontem (11) pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Serão contratados nesse período, por meio de leilões, R$ 116 bilhões em obras de geração e R$ 70 bilhões em linhas de transmissão “para fornecer mais energia a preços competitivos com o mercado internacional, prover o País de energia necessária ao seu crescimento econômico, mantendo a matriz elétrica brasileira com predominância de fontes limpas e renováveis”, segundo o ministro Braga.

O Estado do Amazonas está contemplado no PIEE nos investimentos de geração de energia, com pequenas centrais hidrelétricas próximas ao Estado do Pará. Nos empreendimentos com estudo adiantado, o Ministério de Minas e Energia informa que o Amazonas será atendido assim como haverá aumento de confiabilidade a Manaus.

Os demais Estados da Região Norte também estão contemplados no programa, tanto nos investimentos de geração quanto na transmissão de energia. Novas linhas nas regiões do Tapajós, Xingu, Altamira e Transamazônica, entre o Pará e Amazonas, estão previstas. Serão 230 kv a serem leiloados ainda neste mês de agosto com investimentos na ordem de R$ 670 milhões.

Outras linhas de transmissão (230 a 500 kv) vão a leilão, em outubro de 2015, no Norte do Pará, com o Amapá, abrangendo as regiões de Vila do Conde, Utinga, Marituba e Castanhal (R$ 460 milhões). E também em Xinguara e Santa do Araguaia entre o Pará e Tocantins (R$ 370 milhões). Em 2016, com investimentos da ordem de R$ 4,2 bilhões, estão previstos novos leilões de linha de transmissão a partir da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, passando por Mirituba, Anapu, Transamazônica II e Paraupebas, no Estado do Pará.

Dos novos projetos de geração de energia que devem ser contratados, o PIEE prevê que sejam investidos R$ 42 bilhões (até 2018) e outros R$ 74 bilhões (após 2018) para agregar ao sistema elétrico entre 25.000 MW e 31.500 MW. A expansão das energias renováveis - excluindo hidrelétrica e pequenas centrais hidrelétricas – corresponde a quase a metade da potência adicionada, ou entre 10.000 MW e 14.000 MW.

“O PIEE consolida a base hidrotérmica do setor elétrico brasileiro, com ampliação da presença de gás natural, em substituição a combustíveis mais caros e mais poluentes, e com uma expansão crescente de outras fontes renováveis, além da hidrelétrica. O programa também aprofundará o caminho da diversificação energética, com a ampliação do uso da biomassa, da energia eólica, e da energia solar fotovoltaica”, explicou o ministro Eduardo Braga.

Setor elétrico se beneficia

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, afirmou ontem que o Plano de Investimento em Energia Elétrica (PIEE) vem em um bom momento e deve trazer oportunidades para as indústrias do setor eletroeletrônico instaladas no Brasil. “Esta sinalização do governo é positiva e os investimentos podem representar verdadeiras alavancas para que o País possa superar o atual momento de dificuldades”, declarou.

Barbato lembrou que, desde 2012, com a edição da Medida Provisória 579, as empresas fornecedoras do setor elétrico têm sofrido com o baixo nível de encomendas.  Segundo dados da Abinee, no primeiro semestre de 2015, o faturamento da área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) apresentou retração de 12%.

O presidente da Abinee destacou ainda que o PIEE também é positivo ao reforçar a opção do Brasil pelas energias renováveis, mas conferindo uma maior diversificação de fontes. “Agora, é preciso preparar o terreno, conferindo segurança jurídica e estabilidade de regras para aproveitarmos todas as potencialidades que temos por aqui”, disse Humberto Barbato. Ele disse que, brevemente, a Abinee deverá apresentar ao ministro Eduardo Braga um conjunto de medidas e sugestões para o aperfeiçoamento do setor elétrico.

Renovável

Segundo o governo, os novos projetos em hidrelétricas continuam predominando e correspondem a 11 mil MW; as usinas eólicas, de 4.000 a 6.000 mil MW; enquanto a fonte solar responderá por 3.500 a 4.500 mil MW.  De acordo com o plano, as térmicas de biomassa totalizam 2.500 a 3.500 mil MW; as térmicas movidas a combustíveis fósseis (óleo, gás natural ou carvão) 3.000 a 5.000 mil MW; e, por fim, as pequenas centrais hidrelétricas representam 1.000 a 1.500 mil MW.

Em números

20% - É o que poderá chegar a redução do valor da “bandeira vermelha” de energia elétrica, que hoje está em R$ 0,055 por kw/h.

 37.600 quilômetros - É a extensão de linhas de transmissão de energia deverão ser leiloados, com investimentos previstos de R$ 70 bilhões.

 R$ 195 bilhões - É o montante de recursos previstos para investimentos entre 2015 e 2018, somados aos projetos contratados e ainda em execução.

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