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Governo Federal pretende investir R$ 186 bilhões no setor elétrico

Amazonas ganhará pequenas centrais hidrelétricas próximas ao Pará, dentro do plano anunciado pelo governo federal 11/08/2015 às 22:34
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Programa de Investimento em Energia Elétrica (PIEE) foi lançado ontem pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga
Antônio Paulo Brasília (DF)

O governo federal promete fazer investimentos novos de R$ 186 bilhões na geração e transmissão de energia elétrica entre agosto de 2015 e dezembro de 2018 por meio do Programa de Investimento em Energia Elétrica (PIEE), lançado ontem (11) pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Serão contratados nesse período, por meio de leilões, R$ 116 bilhões em obras de geração e R$ 70 bilhões em linhas de transmissão “para fornecer mais energia a preços competitivos com o mercado internacional, prover o País de energia necessária ao seu crescimento econômico, mantendo a matriz elétrica brasileira com predominância de fontes limpas e renováveis”, segundo o ministro Braga.

O Estado do Amazonas está contemplado no PIEE nos investimentos de geração de energia, com pequenas centrais hidrelétricas próximas ao Estado do Pará. Nos empreendimentos com estudo adiantado, o Ministério de Minas e Energia informa que o Amazonas será atendido assim como haverá aumento de confiabilidade a Manaus.

Os demais Estados da Região Norte também estão contemplados no programa, tanto nos investimentos de geração quanto na transmissão de energia. Novas linhas nas regiões do Tapajós, Xingu, Altamira e Transamazônica, entre o Pará e Amazonas, estão previstas. Serão 230 kv a serem leiloados ainda neste mês de agosto com investimentos na ordem de R$ 670 milhões.

Outras linhas de transmissão (230 a 500 kv) vão a leilão, em outubro de 2015, no Norte do Pará, com o Amapá, abrangendo as regiões de Vila do Conde, Utinga, Marituba e Castanhal (R$ 460 milhões). E também em Xinguara e Santa do Araguaia entre o Pará e Tocantins (R$ 370 milhões). Em 2016, com investimentos da ordem de R$ 4,2 bilhões, estão previstos novos leilões de linha de transmissão a partir da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, passando por Mirituba, Anapu, Transamazônica II e Paraupebas, no Estado do Pará.

Dos novos projetos de geração de energia que devem ser contratados, o PIEE prevê que sejam investidos R$ 42 bilhões (até 2018) e outros R$ 74 bilhões (após 2018) para agregar ao sistema elétrico entre 25.000 MW e 31.500 MW. A expansão das energias renováveis - excluindo hidrelétrica e pequenas centrais hidrelétricas – corresponde a quase a metade da potência adicionada, ou entre 10.000 MW e 14.000 MW.

“O PIEE consolida a base hidrotérmica do setor elétrico brasileiro, com ampliação da presença de gás natural, em substituição a combustíveis mais caros e mais poluentes, e com uma expansão crescente de outras fontes renováveis, além da hidrelétrica. O programa também aprofundará o caminho da diversificação energética, com a ampliação do uso da biomassa, da energia eólica, e da energia solar fotovoltaica”, explicou o ministro Eduardo Braga.

Setor elétrico se beneficia

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, afirmou ontem que o Plano de Investimento em Energia Elétrica (PIEE) vem em um bom momento e deve trazer oportunidades para as indústrias do setor eletroeletrônico instaladas no Brasil. “Esta sinalização do governo é positiva e os investimentos podem representar verdadeiras alavancas para que o País possa superar o atual momento de dificuldades”, declarou.

Barbato lembrou que, desde 2012, com a edição da Medida Provisória 579, as empresas fornecedoras do setor elétrico têm sofrido com o baixo nível de encomendas.  Segundo dados da Abinee, no primeiro semestre de 2015, o faturamento da área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) apresentou retração de 12%.

O presidente da Abinee destacou ainda que o PIEE também é positivo ao reforçar a opção do Brasil pelas energias renováveis, mas conferindo uma maior diversificação de fontes. “Agora, é preciso preparar o terreno, conferindo segurança jurídica e estabilidade de regras para aproveitarmos todas as potencialidades que temos por aqui”, disse Humberto Barbato. Ele disse que, brevemente, a Abinee deverá apresentar ao ministro Eduardo Braga um conjunto de medidas e sugestões para o aperfeiçoamento do setor elétrico.

Renovável

Segundo o governo, os novos projetos em hidrelétricas continuam predominando e correspondem a 11 mil MW; as usinas eólicas, de 4.000 a 6.000 mil MW; enquanto a fonte solar responderá por 3.500 a 4.500 mil MW.  De acordo com o plano, as térmicas de biomassa totalizam 2.500 a 3.500 mil MW; as térmicas movidas a combustíveis fósseis (óleo, gás natural ou carvão) 3.000 a 5.000 mil MW; e, por fim, as pequenas centrais hidrelétricas representam 1.000 a 1.500 mil MW.

Em números

20% - É o que poderá chegar a redução do valor da “bandeira vermelha” de energia elétrica, que hoje está em R$ 0,055 por kw/h.

 37.600 quilômetros - É a extensão de linhas de transmissão de energia deverão ser leiloados, com investimentos previstos de R$ 70 bilhões.

 R$ 195 bilhões - É o montante de recursos previstos para investimentos entre 2015 e 2018, somados aos projetos contratados e ainda em execução.

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