Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
NATUREZA EM RISCO

Governo investiga navios para desvendar vazamento de petróleo no Nordeste

'Estamos investigando os navios e as bandeiras, e se aconteceu isso, que tem grande possibilidade, se torna crime ambiental porque o navio não informou o possível vazamento', afirmou o Ministério da Defesa



tartaruga-ceara_1100BA76-369A-4D48-A825-8E00172A0A90.jpg Foto: Divulgação
14/10/2019 às 08:43

O governo federal notificou 30 navios que passaram pela costa do Nordeste desde que foram identificadas manchas de petróleo em praias da região, com o objetivo de identificar as causas do “crime ambiental”, disse nesta sexta-feira o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. 

“Uma das possibilidades é algum navio passando no Atlântico Nordeste. Teve acidente ou incidente, e as correntes levaram parte para norte e parte para o sul”, disse o ministro a jornalistas durante evento no Rio de Janeiro.



Ele lembrou que a Polícia Federal já abriu um inquérito, mas não há nada conclusivo nas investigações ainda. “Estamos investigando os navios e as bandeiras, e se aconteceu isso, que tem grande possibilidade, se torna crime ambiental porque o navio não informou o possível vazamento”, afirmou ele.

“Se houve acidente ou incidente, teria de ter comunicado isso...”. “Mas algumas coisas podemos falar... o DNA desse óleo não é brasileiro, não é de nossas plataformas e não tem vazamento, ele tem DNA da Venezuela...”, acrescentou o ministro, reafirmando posicionamentos do integrantes do governo, de que o petróleo tem similaridades com o produto venezuelano.

Venezuela nega responsabilidade

O ministro também negou que o governo tenha demorado a agir para contar o petróleo, ressaltando que acompanhou as manchas desde que começaram a aparecer nas praias, no início de setembro. 

“Eram manchas incipientes e órgãos ambientais acompanham desde essa data, e depois se intensificaram (as ações)...” Ele disse que não descarta a chance de o petróleo ter origem em um naufrágio, embora tenha dito que essa possibilidade é pequena.

Segundo nota atualizada pelo Ibama na quinta-feira, nove Estados nordestinos foram atingidos pela mancha de petróleo, sendo que 150 localidades foram afetadas em 68 municípios.


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