Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Greve aqui, greve acolá: Onda de protestos chega a vários setores do Estado

Trabalhadores vão deflagrar agora uma onda de greves que, no Amazonas, pode começar com os da construção civil



1.jpg Os bancários amazonenses vão cruzar os braços no próximo dia 11, seguindo orientação de sia central sindical
27/06/2013 às 21:16

Os trabalhadores da construção civil no Amazonas estão dispostos a cruzar os braços no dia 3, quarta-feira. No dia anterior, o Sindicato dos Médicos no Amazonas (Simean) decidirá em assembleia sua estratégia de luta em defesa da saúde pública, a qual inclui a possibilidade de greve.

Além dessas duas categorias, os bancários do Estado também vão cruzar os braços no dia 11, como também devem fazer operários ligados ao Sindicatos dos Metalúrgicos e à Força Sindical no Amazonas.

Nestes três últimos casos, as paralisações acontecerão na esteira da greve nacional anunciada pelas cinco maiores centrais sindicais brasileiras, batizada de Dia de Luta, como forma de pressionar a presidente Dilma Rousseff a dar atenção á pauta trabalhista.

Construção civil

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM), Cícero Custódio, há cerca de um mês eles tentam entrar em um consenso com os empresários. “Estamos pedido reajuste salarial de 21%, aumento da cesta básica, participação de lucros e resultados e, plano de saúde”, informou.

O Estado possui 180 mil trabalhadores da construção civil, sendo somente na capital 98 mil. Hoje, o servente que atua no setor recebe R$ 716, o pedreiro e o carpinteiro recebem R$ 969 e o azulejista e o fachadeiro R$ 1.133. Além disso, têm direito a vale transporte, refeição e hora-extra.

Custódio revela que a justificativa apontada pelos empresários é que o setor não passa por um bom momento por conta do cenário econômico no país. “Mas eu acredito que o mercado deve se manter aquecido até pelo menos 2020, por causa de diversas obras que estão previstas para os próximos anos, entre elas, a Cidade Universitária, o Prosamim, além de apartamentos e condomínios residenciais que ainda nem saíram do papel”, apontou.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, a proposta de reajuste salarial dos empresários tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses e produtividade de 7,5%. “Estamos discutindo outras opções, de forma que nenhum dos lados saia prejudicado, a meu ver, a conversa com eles está fluindo e creio que até sexta-feira teremos algo acertado”, disse.

A Presidente irritou os médicos

A bronca dos médicos ganhou maior alcance com o anúncio da presidente Dilma Rousseff de trazer médicos de Cuba para trabalhar no Brasil, pressionado que estava pelas manifestações nas ruas.

No Amazonas, as principais reivindicações dos médicos são: criação da carreira de estado, realização de concurso público, segurança nas unidades de saúde, melhores condições de trabalho, piso nacional, compromissos não cumpridos, assumidos pela Semsa e Susam, durante a greve entre outros assuntos.

De acordo com o presidente do Simeam,  Mário Vianna a reação das entidades médicas nacionais e regionais simboliza a resistência dos profissionais e dos cidadãos ao estado de total abandono que afeta a rede pública, principalmente na área da saúde. “Não vamos aceitar a manobra política que vai flexibilizar a contratação de médicos estrangeiros, cotados para atuar no interior do Amazonas. Medidas paliativas não solucionam o caos da saúde no país. A população merece repeito e os profissionais seus direitos trabalhistas resguardados”, destacou Vianna.

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