Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
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Greve dos médicos continua na terça (30) e quarta-feira (31)

Algumas reivindicações são: Destinação de 10% das receitas da união para saúde, gestão pública profissional e com controle social, criação da carreira de estado,  piso nacional, realização de concurso, segurança nas unidades de saúde, melhores condições de trabalho e a não facilitação na contratação de médicos estrangeiros.



1.jpg Representantes de entidades ligadas à classe médica retornarão a fazer greve em dois dias da semana que vem.
27/07/2013 às 16:27

A greve comandada pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) na próxima semana terá novos pontos de concentração, sendo mantida a sequência das manifestações em frente ao Palácio Rio Branco, no centro de Manaus na terça-feira (30) e na sede do Governo do Estado, no bairro da Compensa, na quarta-feira (31).

A decisão foi tomada pela diretoria e pelos médicos em Assembleia Geral Extraordinária na última quinta-feira (25). No dia 30 de julho, a partir das 9h, a categoria estará reunida em frente ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, onde partirá em carreata para o Palácio Rio Branco, no centro deManaus e no dia 31, dando sequência a greve, o ponto de concentração será na Maternidade Dr. Moura Tapajós, no bairro Compensa onde os médicos seguirão em caminhada à sede do Governo Estadual.

Durante os dois dias de greve o movimento será apoiado pelos residentes (HUGV, HAJ e HNL), acadêmicos de medicina (UFAM, UEA e UNL), Conselho Regional de Medicina do Amazonas, Associação Médica do Amazonas e Academia Amazonense de Medicina.

O presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna, orienta a categoria que todos têm o direito de participar da greve, apenas os médicos que atuam nos serviços de urgências, emergências, maternidades e serviços de pronto-atendimento SPAs devem exercer suas atividades.

“Os médicos não podem ser proibidos de participar da greve que foi amplamente divulgada e comunicada a todas as autoridades competentes, caso isso ocorra o gestor cometerá violação ao art. 6º, §2º da lei 7.783/89* *e ao direito constitucional protegido pelo art. 9º da Carta Magna”, disse.

De acordo com o presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna, qualquer ato que puna o participante da greve pode ser considerado ilegal e passível de imputação de abuso de poder. “O médico que tem a intenção de participar da greve instalada não pode ser imputada falta no trabalho, tampouco poderá ser impedido de se deslocar para o movimento nos dias estabelecidos. Qualquer ato repressor deverá ser comunicado imediatamente ao Simeam”, alertou.

Resultado positivo

O primeiro dia de greve, realizado em 23 de julho, foi positivo para o presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna, que recebeu denúncias de coerção por parte de alguns gestores impedindo os médicos de aderirem ao movimento.

“Estamos conscientizando o médico que o direito de greve não pode ser tolhido, ou seja, todos devem aderir ao movimento grevista e não temer retaliações. Precisamos multiplicar o número de médicos e contamos com a ajuda de todos”, destacou.

Nova assembleia da categoria

No dia 31 de julho, às 19h, o Simeam convoca os médicos para à Assembleia Geral Extraordinária, na sede do Conselho Regional de Medicina do Amazonas com objetivo de fazer uma avaliação dos três dias de greve e discutir a continuidade do movimento.

Calendário de greve

Dia 30: Manifestação  às 9h em frente ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, seguida de carreata para Palácio Rio Branco onde haverá atendimento da Ouvidoria de Saúde do Simeam e protesto.

Dia 31: Manifestação às 9h, em frente à Maternidade Dr. Moura Tapajós (no bairro da Compensa) e na sequência caminhada em direção à sede do Governo Estadual.

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