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Greve dos professores da Ufam inicia nesta segunda-feira (15)

Com o Amazonas, são nove universidades em greve só na Região Norte. Objetivo é parar todos os campi federais do País 12/06/2015 às 10:49
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Entrada do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus
acritica.com ---

A greve dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) irá iniciar na próxima segunda-feira (15), porém, apesar do corte de verbas nacional que atinge a área da educação, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) defende que os “trabalhadores não têm que pagar pela dívida”. Com o Amazonas, são nove as universidades que estão em greve somente na região Norte.

De acordo com o primeiro secretário do Andes-SN, Jacob Paiva, a pauta de reivindicações do grupo é extensa, mas envolve principalmente questões como melhores condições de trabalho, garantia de financiamento público estável e suficiente às instituições, abertura de concursos públicos e a reestruturação da carreira. “Além da carreira não ser atrativa, você tem dificuldades pra ter professores fazendo concurso”, disse.

Para ele, apesar da crise econômica, o Governo Federal precisa encontrar mecanismos que não prejudiquem áreas essenciais para o desenvolvimento. “No nosso ponto de vista, nós, trabalhadores, não temos que pagar a dívida. Nós cobramos, inclusive, a realização de uma auditoria dessa dívida pública, que corta investimentos na área social e quem sofre são os trabalhadores”, explicou.

Decisão apertada

A decisão pela greve no Amazonas pode ter sido a mais equilibrada dos últimos anos. Conforme a Associação de Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), foram 292 votos favoráveis contra 271 contrários em Assembleia Geral realizada em Manaus na última terça-feira. Cinco campi participaram da votação.

Paiva contestou a informação de que as universidades do interior teriam influenciado o resultado pela entrada em greve. “A categoria votou a favor, não foi uma decisão isolada. Todos entenderam que é um momento de luta e, lamentavelmente, a voz da luta só é ouvida quando o Governo Federal sente a pressão”.

Além dos docentes, já estão em greve os técnico-administrativos da Ufam, em movimento iniciado em 28 de maio.

Greve está definida em 17 Estados

Até ontem, 23 universidades de 17 Estados e uma instituição federal aderiram à greve . O movimento contempla professores de ensino superior e técnicos.

De acordo com o Andes-SN, o movimento espera do Governo uma audiência visando a apresentação de propostas concretas.

O Ministério da Educação informou que recebeu as entidades representativas, mas a greve foi decidida sem que houvesse um "amplo diálogo" apesar da vontade do governo em se discutir as demandas. "Desde o início elas já informaram ter data marcada para a greve", informou o ministério. A pasta também ressaltou que em 2015 os professores já obtiveram reajuste devido a um acordo de 2012.

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