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Greve dos professores da Ufam inicia nesta segunda-feira (15) com ato público no ICHL

A paralisação é por tempo indeterminado. Além dos servidores, estudantes de várias unidades acadêmicas da Ufam já deliberaram pelo apoio à greve 14/06/2015 às 15:45
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Os professores lutam pela defesa das universidades públicas, do plano de carreira, de verbas para pesquisas, projetos de extensão, investimentos nos aparelhos da educação brasileira e uma abertura com o governo federal
Acritica.com Manaus (AM)

Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) fazem ato público nesta segunda-feira, 15, para marcar o início da greve da categoria. A manifestação será às 9h, no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), maior unidade acadêmica da instituição. O Instituto, localizado no setor Norte do Campus Universitário, já foi palco de muitas lutas em defesa da universidade pública, gratuita e socialmente referenciada.

“É necessário manter a natureza pública da educação, porque sem educação pública é vazio o discurso da cidadania. Não há cidadania digna deste nome nem pátria educadora se à população é negado o direito à educação pública e de qualidade. Chega de publicidade e de meia educação para o povo. Nossa tarefa histórica é romper o vicioso cerco da privataria em curso, que converte o direito à educação em mercadoria venal”, afirmou o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (ADUA), José Alcimar de Oliveira.

Com o movimento paredista dos professores, a greve na Ufam ganha força. Os técnico-administrativos paralisaram as atividades desde o dia 28 de maio e seguem firmes na luta que vai além da busca por melhores condições de trabalho. “Nós temos problemas de assédio moral, de estrutura de trabalho e da ordem do plano de carreira da categoria, que tem hoje o menor piso salarial do serviço público federal”, afirmou a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Crizolda Araújo.

Movimento Estudantil

Além dos servidores, estudantes de várias unidades acadêmicas da Ufam já deliberaram pelo apoio à greve. Discentes da Faculdade de Psicologia (Fapsi) e dos cursos de História e Filosofia, no ICHL aprovaram movimento paredista. O apoio mais recente vem dos graduandos da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff) que, em assembleia realizada na sexta (12), decidiram pela suspensão das aulas a partir desta segunda (15). “Entendemos também que formar por formar não nos é viável, passar por passar não nos basta, e que a educação e qualidade nas universidades federais devem ser melhoradas sim, assim como lutaremos por mais assistência estudantil, mobilidade urbana, reforma universitária, e dentre outras pautas que nos são indispensáveis, pois queremos apenas o que é nosso de direito, não um favor do governo”, diz trecho da nota publicada pelo Centro Acadêmico e Cultural de Educação Física (Cacef).

Fora da sede, o movimento estudantil intensifica a mobilização desde o início de junho. No Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA), em Humaitá, os discentes paralisaram as atividades de 5 a 9 deste mês e ocuparam o prédio com intuito de denunciar as precárias condições de ensino naquele campus. Estudantes do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), em Parintins, também suspenderam as atividades no local, em protesto contra o corte de recursos da Educação e a falta de condições para funcionamento.

Greve nacional

Iniciada no dia 28 de maio, a greve dos professores de instituições federais de ensino superior segue para a terceira semana e vai ampliando o movimento: a adesão dos docentes chega a quase 30 das 63 universidades federais e ainda de um instituto federal. Entre os técnicos administrativos, a paralisação atinge 58 universidades e três institutos federais. Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).

A mobilização dos professores das universidades, em conjunto com outros trabalhadores da esfera federal, vem se intensificando desde o anúncio do corte de recursos dos serviços públicos, o que aprofunda a precarização do trabalho de ensino, pesquisa e extensão nas Instituições Federais de Ensino. Pesou ainda na decisão pela greve o descaso do MEC em negociar a pauta definida pela categoria, protocolada por diversas vezes, inclusive neste ano. Os principais pontos de reivindicação são: a defesa do caráter público da universidade; condições de trabalho; garantia de autonomia; reestruturação da carreira; e valorização salarial de ativos e aposentados.

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