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Greve na Ufam prejudica alunos e não é consenso entre professores

Contrário à greve, existe um movimento que contesta as razões da paralisação. Outros professores, no entanto, afirmam que as causas são justas 15/06/2015 às 15:00
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Greve foi deflagrada nesta segunda-feira
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Faltando 20 dias para a validação do período escolar, os docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deflagraram, nesta segunda-feira (15), o início da greve da categoria em todo o Estado, unindo-se aos técnico-administrativos da instituição, que estão paralisados desde o dia 28 de maio.

Ao mesmo tempo em que é um direito legal, com reivindicações justas, o movimento paredista respinga prejuízos, principalmente em alunos que estão na reta final dos seus cursos, em outros fazendo residência e, principalmente em quem está há três anos sem calendário normal.

A greve dá força ao movimento dos professores de instituições federais de ensino superior em todo o País, cuja adesão dos docentes chega a quase 30 das 63 universidades federais, além de um instituto federal.

Contrário à greve, existe um movimento que contesta as razões da paralisação. O grupo é formado por docentes que, na assembléia que decidiu sobre a greve, não concordaram com a paralisação. O fato justifica, pelo menos até esta segunda-feira, a paralisação parcial do movimento. No Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Ufam várias turmas continuavam tendo aula, normalmente.

Mas, de acordo com a própria liderança do movimento grevista, a maior adesão ocorreu nos campus das unidades de Benjamin Constant, Humaitá, Itacoatiara e Parintins

Segundo o professor Antônio José Costa, mais conhecido como Tom Zé, primeiro vice-presidente do Regional Norte do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a paralisação é por causas justas.

“A nossa argumentação desde 2012. Nossa pauta de reivindicações é baseada em reestruturação da carreira, questão salarial, contratação de professores e melhores condições de trabalho. Essa pauta nunca foi atendida pelo Governo”, defende o professor.

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