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Grupo de professores entregam abaixo assinado pedindo a não suspensão do calendário acadêmico

O movimento é contrário à greve que foi deflagrada na última segunda-feira, depois de uma assembleia geral liderada pela Associação dos Docentes da Ufam (Adua) 17/06/2015 às 09:37
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A deflagração da greve dividiu os professores da Ufam e uma parte significativa se opõem ao movimento da Adua-SN
Nelson Brilhante ---

Um grupo de professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) entregou, ontem à tarde, um abaixo-assinado na reitoria da instituição pedindo a não-suspensão do calendário acadêmico. O movimento é contrário à greve que foi deflagrada na última segunda-feira, depois de uma assembleia geral liderada pela Associação dos Docentes da Ufam (Adua). A greve é pela reestruturação da carreira, isonomia salarial entre ativos e aposentados, autonomia da universidade, melhores condições de trabalho e em defesa da educação pública de qualidade. De acordo com a Adua, na assembleia realizada dia 9 de junho, 292 professores votaram favoráveis à greve enquanto 271 foram contrários.

O grupo que discorda da paralisação contesta o resultado da assembleia e argumenta que o momento não é propício para greve. A posição é defendida pelo professor do curso de Medicina, Edson Andrade.

“Todos os motivos que mobilizam os professores são reais e verdadeiros. Não somos contrários à greve, um direito legal de todo trabalhador. Só divergimos nas estratégias. Vamos votar todo mundo porque esse negócio de assembleismo é muito suspeito. Não sabemos realmente quantos eleitores tinham e nem quantos votaram no interior. Não é o momento para usar a maior força do trabalhador. A situação econômica e política é muito complicada”, declarou Andrade.

“Será que num dos locais que concentra a inteligência, não podemos vislumbrar outro caminho que não seja a greve? Ninguém participou de mais greve que eu, só que, no momento é um equívoco, uma queda de braço. Nunca houve uma situação em que os professores, em sua maioria, não param”, conclui o professor.

Em nota, a Adua defende o movimento paredista e faz críticas aos opositores. “A hora é de bom senso e de paciência histórica. O grande problema é que, hoje, na sociedade brasileira sobram autoritarismo e truculência e falta bom senso, inclusive entre os professores. Este Comando de Greve repudia as tentativas de desqualificar a greve  por meio de mentiras e ameaças. A greve do servidor público é um direito do constitucioal, e nenhuma instância do poder está acima da Constituição. As ameaças devem ser denunciadas. Somos contra todas as formas de constrangimento e de assédio moral”, diz a nota.


O movimento contrário à greve criou uma fanpage, na internet, e tem a adesão de educadores de várias unidades acadêmicas, que postam fotos das aulas e atividades sendo realizadas normalmente na universidade.

Não pararam

De acordo com o professor Édson Andrade, do curso de Medicina, as aulas continuam sendo ministradas normalmente nas unidades acadêmicas do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), nos cursos de Farmácia, Odontologia, Tecnologia, Direito, Estudos Sociais, Medicina e Instituto de Ciências Exatas (ICE), dentre outros.

DCE-UFAM

Diretores do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Amazonas divulgaram, ontem, nota assinada pelo diretor financeiro André Felipe Morais Matos, manifestando  o posicionamento contrario à greve e contra o que classificaram de “golpe e manipulações antidemocráticas realizadas pela direção da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA)”.

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