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Grupo favorável à greve na Ufam se envolve em confusão com alunos do curso de administração

Tumulto ocorreu no prédio da Faculdade de Estudos Sociais (FES), no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). Na ocasião, aproximadamente 20 pessoas, entre estudantes e professores, realizavam uma ação que visava dialogar com os alunos contrários à greve 18/06/2015 às 21:30
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A confusão aconteceu na manhã de ontem (18), na FES, e envolveu um grupo favorável à greve e estudantes contrários à ela
Oswaldo Neto Manaus (AM)

A greve na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) segue dividindo opiniões entre alunos e professores. Resultado disso foi um tumulto que ocorreu na manhã de ontem, quando um grupo favorável ao movimento grevista se desentendeu com estudantes do curso de Administração durante uma atividade. Contrários à greve, eles afirmam terem sido intimidados  pelo comando, o qual nega as acusações.

O tumulto ocorreu no prédio da Faculdade de Estudos Sociais (FES), no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). Na ocasião, aproximadamente 20 pessoas, entre estudantes e professores, realizavam uma ação que visava dialogar com os alunos contrários à greve. Ao tentarem entrar na sala dos estudantes do 3º período de Administração, eles teriam sido impedidos.

“O movimento propõe uma greve de ocupação e os professores estão aqui tentando mobilizar e desfazer esse pensamento, e não meter o pé na porta das salas. Teve um tumulto, foi quando eles se trancaram na sala e desligaram as luzes. Todo mundo foi checar e eles começaram a gritar do lado de dentro e nós do lado de fora”, disse a estudante de jornalismo Jéssica Botelho, favorável à greve.

De acordo com um dos membros do Comando Local, o professor Antônio José Vale da Costa, o caso na FES foi isolado por conta da “falta de compreensão” dos alunos. Ele afirma que todas as ações vêm sendo realizadas de forma pacífica.

“A gente pede permissão para entrar em todas as salas, tando que fizemos isso em outras e não teve esse problema, o que não dá é deixarmos de fazer qualquer manifestação fora da sala”, declarou.

Ainda segundo ele, essas ações, chamadas de “enfrentamento”, devem seguir até sábado. “Vivemos uma especificidade da Ufam pelo fato da assembleia ter sido dividida em dois momentos. Isso, de alguma maneira, acirrou os ânimos e hoje há toda uma campanha de quem não é favorável à greve para menosprezar quem está”.

Oposição 

Contestando a versão do movimento, os estudantes de Administração afirmam que a ação na FES não foi pacífica. Segundo eles, o Comando Local foi agressivo com vários alunos que estavam nas salas.

A universitária T.M*, 20, do 3º período de administração, conta que chegou a ser agredida fisicamente no confronto. “Eu levei um apertão no pescoço quando perguntei se eles iriam cobrar melhorias na instituição depois que quebrassem as janelas da sala”, disse ela, mostrando as supostas marcas no pescoço. “Irei prestar queixa na delegacia”, afirmou.   

 A chefe do Departamento de Artes da Ufam e membro do movimento “Estamos em Aula”, Denize Piccolotto, afirma que a ação realizada ontem “não foi feita de forma inteligente”.

“A greve pode continuar, mas de outra forma. A gente precisa pensar nos alunos. Eu apoio a continuação das aulas porque esse não é o momento correto. Se essa greve continuar, teremos mais prejuízos ainda no calendário”, disse Denize. 

Suposta agressão

O coletivo “Em Defesa da Ufam”, favorável ao Comando Local, nega as supostas agressões cometidas. O grupo informou que vai  reunir imagens de celulares e das câmeras de segurança que registraram a confusão e encaminhar à Polícia Federal.

Aluna da Ufam com as iniciais T.M, afirma que foi agredida pelos manifestantes dentro da sala de aula (Foto: Gilson Mello)

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