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Cotidiano
OPERAÇÃO

Grupo oferecia curso de graduação sem validade para alunos em 15 municípios do AM

Criminosos iludiam estudantes dizendo que haveria regularização dos históricos escolares e expedição dos diplomas de conclusão de curso. Boletos eram emitidos para pagamentos das mensalidades. Ao todo, cerca de R$ 1 milhão foi desviado da faculdade.  19/06/2018 às 12:33
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(Jander Robson)
Larissa Golvin Manaus (AM)

Deflagrada na manhã desta terça-feira (19), a operação da Polícia Civil do Amazonas, nomeada “Incautos”, resultou na prisão de quatro pessoas que trabalhavam em uma instituição de ensino superior, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital. Foram presos: a professora de Direito, Meyre Janeiro da Silva, 49, a advogada Nubia Batista Pinheiro, o professor Valdir Pavanello Júnior, 33 e Ellen da Silva Santos, 33, que atuava como coordenadora do esquema criminoso de oferecimentos de cursos de graduação falsos, sem autorização do Ministério da Educação (MEC), em 15 municípios do Amazonas. 

As investigações em torno do caso iniciaram há um mês, após sócios proprietários acionarem o Tribunal de Justiça, por meio da 17ª Vara Cível, solicitando a intervenção judicial para a faculdade que havia sido vendida, para os atuais sócios, Amós Alves dos Santos, 35, e Rubens Pedro de Farias Júnior, 33, que até o momento estão foragidos, por descumprimento contratais. Conforme a Polícia Civil, a Ellen era a pessoa que coordenava o setor onde o crime acontecia, é mantida longe dos demais funcionários para que não houvesse desconfiança. Valdir agia no interior do Estado como coordenador geral acadêmico.

O grupo oferecia os cursos aos alunos, os mesmos cursavam mas o certificado não teria validade. Os criminosos ainda iludiam os estudantes dizendo que haveria uma regularização dos históricos escolares e expedição dos diplomas de conclusão de curso. Boletos eram emitidos para pagamentos das mensalidades. Ao todo, cerca de R$ 1 milhão foi desviado da faculdade. 

A operação que tinha o intuito de cumprir oito mandados de prisão preventiva e sete mandado de busca e apreensão, resultou em sua primeira fase na prosa de Valdir que foi preso na casa onde ele morava, no bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul. No cumprimento do mandado de prisão da Ellen, que foi cumprido em uma casa no bairro Novo Aleixo, zona Norte. Núbia teve o mandado de prisão cumprido no bairro Japiim, zona Sul e Meyre foi presa no bairro Adrianópolis, na casa onde morava. 

Segundo o delegado Aldeney Góes, titular interino do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), foram feitas vítimas dos municípios de Presidente Figueiredo, Nhamundá, Anamã, Anori, Apuí, Autaz Mirim, Barcelos, Beruri, Borba, Caapiranga, Careiro da Várzea e ainda em Belo Monte, no estado do Pará.

Outras duas pessoas que participaram do esquema, estão foragidas, Fabiano Lima da Silveira, 30, e Marivaldo Carvalho Fonseca, 50. As pessoas que estão presas foram indiciadas por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, furto qualificado, dano qualificado, desobediência de dedução judicial e lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Eles serão conduzidos ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça.

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