Domingo, 15 de Dezembro de 2019
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Grupo racista que atacou jornalista no Facebook tem base em Manaus, aponta investigação

Gaeco do Ministério Público do Estado do Amazonas cumpriu, hoje (10), um mandado de busca e apreensão visando apreender material eletrônico com conteúdo racista, injurioso ou neonazista



1.jpg O caso de Maju sensibilizou todo ao País, na luta contra o crime
10/12/2015 às 19:22

A Operação "Tempo Fechado", que investiga os ataques racistas à jornalista Maria Júlia Coutunho, descobriu  a existência de um grupo denominado “QLC – Que Loucura Cara”, sediado na Cidade de Manaus, com mais de vinte mil seguidores em todo o País, que tem como principal objetivo ataques virtuais ofensivos através da rede mundial de computadores.

Os membros do grupo, segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), utilizam perfis e nomes falsos, fomentando inclusive o confronto com uso de violência de “gangues virtuais” em locais públicos.



Nesta quinta-feira (10), na capital amazonense,foram apreendidos computadores portáteis, smartphones e tablets que já estão sendo periciados. Segundo o MP-AM, estão sendo ouvidas na sede do órgão, na Zona Oeste, pessoas que possam ter envolvimento com os crimes investigados na operação.

O mandado de busca e apreensão, Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-AM, foi expedido pelo juiz do Foro Central Criminal Barra Funda,em  São Paulo, "visando apreender material eletrônico com conteúdo racista, injurioso ou neonazista".

O objetivo da operação, deflagrada ao mesmo tempo nos Estados do Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo, é identificar os autores dos ataques virtuais à página do Jornal Nacional no Facebook no dia 3 de julho de 2015, com afirmações racistas e injuriosas contra a jornalista Maria Júlia dos Santos Coutinho Moura. Entre os crimes previstos estão racismo, injúria qualificada, organização criminosa e corrupção de menor.

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, além do grupo amazonense, há outros três quatro grupos virtuais que se organizam para praticar ataques racistas em redes sociais.

O promotor Christiano Jorge Santos, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que coordenou a operação nacionalmente, mapeou as facções a partir de perfis no Facebook. Os grupos são formados na rede social, com membros de diferentes Estados, e competem entre si.

Segundo o jornal, as páginas disputam para ver a que consegue promover ações de maior impacto e com mais visibilidade. O caso de Maju, segundo as investigações, foi um dos considerados "bem-sucedidos".

*Com informações da assessoria MP-AM


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