Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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Guardas municipais fazem ato público para cobrar a saída do chefe da Casa Militar do AM

Membros da corporação cobraram na Câmara Municipal a exoneração do chefe da Casa Militar, coronel Fernando Farias, e ameaçaram paralisar atividades



1.gif Um grupo de 50 guardas municipais ocuparam as galerias da Câmara Municipal de Manaus ontem cobrando, dentre outras coisas, o uso de arma de fogo em serviço
04/11/2014 às 08:26

Um dia após o microônibus que serve de base para a Guarda Municipal ser atingido por três tiros, na praia da Ponta Negra, membros da corporação fizeram um ato público nesta segunda-feira (3) na Câmara Municipal cobrando a exoneração do chefe da Casa Militar, coronel Fernando Farias, e mudanças nas condições de trabalho. Uma delas diz respeito ao uso de arma de fogo durante o serviço, que consta da Lei nº 1.332/2014, aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Desde às 9h de um grupo de 50 guardas municipais ocuparam o plenário da Casa Legislativa. Às 10h, representantes da categoria se reuniram com presidente da CMM, vereador Bosco Saraiva, o líder do prefeito na Casa, Wilker Barreto (PHS) e os vereadores de oposição Professor Bibiano e Waldemir José (PT).

O presidente da Associação dos Guardas Municipais de Manaus (AGMMAN), Domingos Torres, lembrou que, na madrugada de sábado, a base da Guarda Municipal na Ponta Negra, foi alvo de um atentado. Na ocasião, apenas o guarda Frank Farias se encontrava no interior do ônibus (ele não foi ferido). De um total de 15 tiros disparados de dentro de um carro de cor preta, segundo o dirigente, só três acertaram o veículo.

“O secretário da Casa Militar chegou a nos acusar de ter forjado esse atentado, mas na realidade essa é somente mais uma prova da vulnerabilidade da Guarda Municipal, de como estamos sucateados. E enquanto tivermos sob o comando deste secretário (coronel Fernando Farias) iremos permanecer da mesma forma, jogados, sem condição de trabalho”, disse Domingos Torres.

O presidente da Associação, afirmou que desde abril a categoria vem negociando com a prefeitura uma pauta de reivindicação. “Pedimos além do investimento em fardamento e equipamentos, a autorização para o uso de armamento letal e não letal, e também um quartel com área própria para os servidores. E agora nós estamos ainda mais vulneráveis, o que ocorreu neste final de semana foi um atentado contra a vida de um servidor do município, felizmente ninguém morreu, mas e se tivesse acontecido?”, questionou.

Tanto o líder do prefeito quanto o presidente da Casa garantiram que irão articular uma reunião entre a categoria e o prefeito Artur Neto (PSDB). “É nosso papel intermediar uma data para que os guardas municipais possam ser recebidos e apresentem as suas reivindicações para o prefeito Artur Neto, então assim que o prefeito (Artur Neto) voltar de São Paulo iremos levar esta demanda”, afirmou Bosco Saraiva.

Na madrugada de sábado, o Distrito de Saúde Oeste foi invadido e quatro carros incendiados. O prefeito afirmou, no dia seguinte, que vai cobrar providências na área de segurança do governador José Melo.

Oposição defende a mobilização

Os vereadores Professor Bibiano e Waldemir José (PT), presentes na reunião com a Guarda Municipal, sugeriram, nesta segunda-feira (3), que a categoria se organize em torno de uma pauta de mobilização.

“Quando conversei com vocês em abril cheguei a dizer que, pelo amor de Deus, não parassem com a mobilização de vocês, agora apesar dessa reunião com o prefeito estar sendo garantida pelo presidente e líder da Casa, dentre uma fala, uma conversa, e o efetivo cumprimento daquilo que vocês querem há uma distância, então não permitam que essa distância seja tão grande como foi em abril”, sugeriu Bibiano.

Waldemir José convidou a categoria a participar da elaboração de emendas à Lei Orgânica Anual (LOA) 2015, que possam contemplar a Guarda Municipal.

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