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‘Há provas para levar caso a Júri Popular’, diz promotor sobre morte do delegado Oscar Cardoso

Promotor de Justiça diz que há provas para incriminar os autores da morte do delegado, assassinado com mais de 20 tiros no dia 9 de março de 2014 11/12/2014 às 10:05
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Testemunhas e réus envolvidos na morte do delegado Oscar Cardoso são levados ao tribunal sob forte esquema de segurança
Joana Queiroz Manaus (AM)

O promotor de Justiça Evandro Isolino, que está atuando no processo do crime do delegado Oscar Cardoso, 60, assassinado com mais de 20 tiros no dia 9 de março deste ano, disse ontem que há provas técnicas suficientes e bastante robustas para que os autores do crime, Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes e João Pinto Carioca - o “João Branco” - sejam julgados por júri popular. De acordo com o promotor, há confissão de réus, ao todo cinco envolvidos.

Na quinta-feira teve inicio a audiência de instrução de julgamento do processo, em que oito testemunhas de acusação que foram arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE) foram ouvidas em juízo pela primeira vez. A audiência foi presidida pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Anésio Pinheiro, e teve a atuação dos promotores Isolino e Ednaldo Medeiros, além dos advogados de defesa dos réus.

Advogados que participaram da audiência disseram que as testemunhas de acusação não fizeram grandes revelações, mas preferiram negar ter visto os autores do crime executando o delegado. Eles acreditam que será difícil conseguir provas que incriminem os réus. Para o promotor Isolino, se os réus foram denunciados é porque há indícios suficientes para isso.

Para o juiz, a audiência com as testemunhas de acusação aconteceu dentro da anormalidade. O magistrado informou que as testemunhas de defesa e os réus só vão ser ouvidos no próximo ano.

Retorno

O reinício da audiência está marcado para acontecer no dia 12 de janeiro, quando serão ouvidos os réus e as testemunhas de acusação. “Não foi possível dar continuidade ainda neste ano porque nós estamos terminando de dar cumprimento da pauta de julgamento deste ano”, disse Pinheiro.

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