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Hanseníase ainda preocupa no AM

Em 58 anos de atividades, Fundação Alfredo da Matta consegue reduzir número de casos, mas bacilo continua ativo no AM 27/08/2013 às 10:25
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Diretor da Fundação Alfredo da Matta, Luiz Cláudio Dias lembra que o problema continua sendo o diagnóstico tardio
Ana Celia Ossame ---

O registro de 663 casos novos de hanseníase no Amazonas, feitos pela Fundação Alfredo da Matta (Fuam) em 2012, inclusive em crianças, é um indicativo da importância do trabalho da instituição que completa 58 anos de atividade conseguindo tirar o Amazonas da liderança de casos dessa doença no País. Desse total, 219 eram de pacientes moradores da capital. As comemorações do aniversário estão sendo marcadas pela apresentação de trabalhos de pesquisa como a realizada pelo estudante de Biologia da Univesidade do Estado do Amazonas (UEA), Kelvin Lee Taveira de Araújo, 21, que estuda a resistência do Mycobacterium lepra e ou bacilo de Hansen aos medicamentos utilizados no tratamento dos pacientes.

Segundo Kelvin, que tem como coorientação da pesquisadora Maísa Porto, não foi detectado nenhum caso de resistência entre os pacientes analisados por ele, mas já houve detecção desse problema em pacientes que não tomavam a medicação conforme prescrição médica.

DIAGNÓSTICO

De acordo com o diretor técnico da instituição também destinada ao ensino, médico Luiz Cláudio Dias, o diagnóstico tardio responde um número de pacientes que chegam ao hospital já apresentando as deformidades provocadas pela doença quando o paciente não se trata.

Apesar da oferta de atendimento e tratamento gratuitos, muitos doentes resistem em procurar o médico e esse comportamento é agravado pela falta cobertura do Programa Saúde da Família (PSF), que está em apenas 27% das unidades básicas de saúde. “Como é uma doença marcada pelo preconceito, a pessoa não faz o tratamento completo ou não informa em casa, impedindo que os demais procurem tratamento”, explicou ele, para lembrar que como existe transmissão ativa, quanto mais rápido iniciar o tratamento, menos riscos do paciente desenvolver quadros graves.

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