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Helicóptero desaparecido no Amazonas é encontrado e não há indícios de sobreviventes

Desaparecido desde sexta (29) em Atalaia do Norte, o helicóptero com quatro passageiros e um piloto foi encontrado a cerca 40 quilômetros de Tabatinga 03/06/2015 às 17:51
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Aeronave fazia remoção de emergência de uma grávida, uma enfermeira, uma acompanhante e outra paciente
acritica.com ---

Foi encontrado na noite de ontem, terça-feira (2), sem indícios de sobreviventes, o helicóptero Esquilo prefixo PR-ADA da Moreto Táxi Aéreo que estava desaparecido desde o dia 29 de maio, quando saiu do município de Atalaia do Norte, a 1.138 quilômetros de Manaus, em linha reta, com destino para Tabatinga. A aeronave sumiu com piloto e quatro passageiras, sendo uma delas grávida.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, por meio de nota, que o helicóptero foi avistado pela equipe de busca da FAB na noite de ontem, a aproximadamente 40 quilômetros a sudoeste do município de Tabatinga. Em função das condições meteorológicas daquele momento e das características da região, não foi possível confirmar se era o objeto da busca.

No entanto, na manhã desta quarta (3), um helicóptero H-60 Black Hawk da FAB desembarcou equipes de resgate no local, que confirmaram que se tratava dos destroços do PR-ADA, sem indícios de sobreviventes. Uma equipe do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VII) foi deslocada até lá para iniciar as investigações das causas do acidente.


Trajeto helicóptero deveria ter realizado

O helicóptero sumiu no dia 29 de maio após fazer a remoção de emergência de uma indígena grávida com hemorragia, Marcelina Cruz dos Santos Morubo, em uma comunidade no Alto Ituí. O helicóptero, pilotado por Alexandre Felix Souza, transportava também a acompanhante Marcelina da Silva de Souza, a enfermeira Luzia Fernandes Pereira e outra paciente indígena, Luciana Guedes do Carmo.

O piloto e a enfermeira eram funcionários do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/Javari), da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), e saíram para o resgate das pacientes por volta das 15h do dia 29. A aeronave desapareceu exatamente às 18h17min conforme o site www.aerosmart.com.br, que fornece a rota da aeronave em operação.

Desde então, equipes de vários órgãos trabalhavam nas buscas aéreas e terrestres: Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, Exército - Comando de Fronteira do Solimões/8º. Batalhão de Infantaria de Selva, Sesai, Funai, Polícia Militar, Fundação de Vigilância e Saúde e as defesas civis do Estado, de Benjamin Constant e Atalaia do Norte. Duas aeronaves e cerca de 80 homens vasculhavam a área atrás do helicóptero.


Área onde eram concentradas as buscas

Na noite de sábado (30) chegou a circular a informação de que o helicóptero teria sido localizado porque avistaram pessoas circulando na mata. Entretanto, tais pessoas não eram apenas homens do Corpo de Bombeiros que também trabalhavam nas buscas e que onaram um sinalizador porque estavam em más condições físicas devido a longa caminhada na selva.

Ligação e conduta

As buscas estavam concentradas na região de rota do helicóptero onde provavelmente o piloto, Félix, teria ligado para uma pessoa afirmando que estaria a cinco minutos de Tabatinga. E essa ligação telefônica pode ter causado o acidente e a possível queda do helicóptero. Uma gravação, obtida com exclusividade pelo jornal A CRÍTICA, revela que o piloto, Felix, “se entreteu” durante o telefonema para a companheira.

Informações preliminares apontam que o piloto ao supostamente se distrair durante a ligação tenha baixado demais a altitude e colidido com as copas das  árvores, já que estaria voando a 150 metros de altitude do solo da  região com pouca visibilidade devido ao início da noite na região. A atuação de Félix divide opiniões quanto ao seu desempenho na região do Vale do Javari, fazendo transportes no helicóptero.


Piloto e quatro passageiros do helicóptero

O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Vale do Javari, Herodoto Jecim de Sales, defendeu o piloto. “Aqui nunca ouvi falar mal dele. Pelo contrário, sempre falaram bem”, afirmou acrescentando que Alexandre Félix “é muito querido pelos índios das aldeias”.

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