Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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SAÚDE

Hepatite C é responsável por 76% dos óbitos por hepatites virais no Brasil, diz Ministério

Segundo Boletim Epidemiológico, estima-se que 1,5 milhões de brasileiros possuem a doença e não sabem


03/09/2017 às 06:00

Uma doença silenciosa, na qual se estima que 1,5 milhões de brasileiros são portadores e não sabem. A Hepatite C é responsável por 76% dos 1,4 milhões de óbitos por hepatites virais no Brasil, segundo Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde. Por isso, a companhia biofarmacêutica AbbVie lançou uma campanha, na última semana, para incentivar o diagnóstico da doença. 

Em parceria com as Sociedades Brasileiras de Hepatologia e Infectologia (SBH e SBI, respectivamente) e Associação Médica Brasileira (AMB), a iniciativa visa incluir o exame Anti-HCV nos check-ups médicos. Pessoas com mais de 40 anos são o público alvo da campanha, principalmente quem fez transfusão de sangue no século passado. 

De acordo com o Presidente da SBI, Sérgio Cimerman as hepatites virais são classificadas por genótipos de um a seis, sendo o tipo um mais comum no Brasil. “O vírus da hepatite é transmitido via sangue contaminado com sangue limpo, sexo sem preservativo, contato com objetos contaminados, transfusão de sangue, compartilhamento de objetos perfuro cortantes e de mãe para filho. Ela é uma doença silenciosa, não poupa idade, sexo e raça”, pontuou Cimerman. 

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Nos últimos dois anos o AM registrou 704 casos de hepatite C. De janeiro a maio de 2017 já foram registrados 130. O diagnóstico da doença é realizado através de teste rápido, disponível nas UBS, Fundação de Medicina Tropical e a Fundação Alfredo da Matta. O Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Edmundo Pessoa Lopes, ressalta que o vírus é uma doença urbana de grandes capitais. “Quanto às pessoas que tem o vírus e não sabem, acredita-se que parte desses grupos estejam no Norte, sobretudo na Amazônia Oriental, por causa de práticas indígenas de tatuagens e afins, o que gera uma fonte de contaminação”, disse Lopes, acrescentando que quanto mais colorida for a tatuagem, maior o risco de ter HCV.

Segundo Edmundo, a progressão da hepatite no fígado começa de forma aguda, depois evolui para crônica, fibrose, cirrose e termina em câncer. O novo Protocolo Clínico de Tratamento para a hepatite C do SUS inclui os medicamentos da AbbVie (ombitasvir, veruprevir/ritonavir e dasabuvir), para pacientes com hepatite C crônica, genótipo 1, com chances de cura em até 95%. Pacientes com grau de fibrose e cirrose recebem o tratamento via sofosbuvir, daclatasvir ou simeprevir, com cura de cerca de 90%.

*A repórter viajou a convite da AbbVie.
 

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