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Cotidiano
no partido aliado

Hissa Abrahão mantém suspense sobre sua posição quanto o impeachment

O deputado disse que seu voto somente será divulgado no momento da votação. Enquanto isso, ele é criticado e ameaçado na internet e lida com o fato de seu partido (PDT) estar a favor de Dilma 09/04/2016 às 05:00
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O parlamentar afirma que não está indeciso e há muito tempo já tomou a decisão, só que não entrará no jogo do poder entre PT e PSDB (Foto: Clóvis Miranda)
Antônio Paulo Brasília (DF)

Pré-candidato a prefeito de Manaus pelo PDT, o deputado federal Hissa Abrahão está se justificando aos eleitores e ao povo do Amazonas, nas redes sociais, sobre o voto que dará em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Alega que os adversários políticos o estão difamando, produzindo mentiras sobre a conduta e a posição dele.

O parlamentar afirma que não está indeciso e há muito tempo já tomou a decisão, só que não entrará no jogo do poder entre PT e PSDB. Somente no dia da votação, prevista para o próximo domingo (17), é que a população vai conhecer a posição dele, pois, o voto será aberto.

“Quero dizer a Manaus, ao Amazonas e ao Brasil que todos vão se orgulhar. Ninguém vai envergonhar o povo do Amazonas e o povo brasileiro. Fiquem tranquilos, fiquem despreocupados porque tenho responsabilidade com a minha história, com as minhas convicções e meus princípios. E isso não é uma votação, um ataque, uma difamação que irá mudar. Portanto, o povo do Amazonas, o povo brasileiro, no dia da votação, irá ter orgulho do meu voto”, diz Hissa Abrahão em post nas redes sociais.

Pressão

Os comentários que têm deixado o parlamentar preocupado é que ele teria se “vendido para o PT” por estar no PDT, que é da base aliada do governo Dilma. A pressão a Hissa e aos demais parlamentares são reais.

Um seguidor o ameaça politicamente: “Nobre deputado, já adianto que se Vossa Excelência votar contra o impedimento da presidente, o senhor perderá meu voto. Já estou lhe antecipando minha posição. Sou seu eleitor desde a sua primeira campanha e se caso seu voto for contra o impedimento, relembrando, o senhor perderá meu voto e da minha família”, escreveu Rhaony Caldas.

Hissa Abrahão adota posição “murista” porque reconhece a delicadeza da decisão. Embora já tenha manifestado propensão a votar a favor do impeachment, quando era oposicionista do PPS, agora, no PDT, que é radicalmente contra o processo, o deputado não sabe o que fazer: se votar contra, perderá muitos votos na corrida à Prefeitura de Manaus; se votar a favor do impeachment, perderá o apoio do PDT, correndo o risco de ser até expulso da legenda.

Ultimato

Na reunião do Diretório Nacional que fechou questão sobre o tema, o presidente Carlos Lupi foi enfático: “Que fique público e notório que todos aqueles que não obedecerem à decisão do Diretório Nacional do PDT (votar contra o impeachment no dia 17) estarão sujeitos às sanções previstas no Estatuto”.

 O PDT tem uma bancada 20 deputados federais e três senadores. Era “dono” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mas deixou a Esplanada no final do ano passado.

Blog: Hissa Abrahão - Presidente Regional do PDT-AM

“Quando recebi o convite há seis meses, o nacional do PDT, Carlos Lupi, já sabia da posição da minha posição em relação ao governo federal. Sou oposição há 14 anos e o fato de estar no PDT não muda em nada minhas convicções. O presidente respeitou meus posicionamentos e me deu carta branca para materializar o projeto para Amazonas por que o PDT é um partido democrático. Entrei no PDT porque o projeto do partido para a capital amazonense está acima de qualquer cenário nacional e a direção do partido me deu total liberdade para tomar qualquer decisão referente ao governo e os planos do PDT para Manaus estão acima de qualquer posição partidária. O meu principal adversário em Manaus mantém uma ampla rede de páginas no Facebook com nomes que tentam passar credibilidade ao internauta e geralmente usam nomes de movimentos sociais, ONGs e portal de notícia. Através disso, eles têm divulgado sistematicamente peças apócrifas envolvendo meu nome, tentando colar minha imagem ao atual governo, divulgando mentira. Mas isso eu já estou deixando na mão de Polícia Federal e do Ministério Público”.

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