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Cotidiano
peculato

Servidores investigados por participarem de esquema que desviou quase R$ 500 mil da PMM

1º DIP desvenda rombo na Fumipeq: faziam parte do esquema servidores públicos e não servidores. Allan Jhonson foi preso quando tentava sacar R$ 4,9 mil 16/04/2016 às 10:41 - Atualizado em 16/04/2016 às 11:57
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Titular do 1º DIP, Rodrigo Sá Barbosa, desvendou o esquema ontem, após denúncias (Foto: Arquivo/AC)
Kelly Melo Manaus (AM)

Um rombo de quase meio milhão  de reais.  Esse é o valor que pode ter sido desviado  do Fundo Municipal de Fomento a Micro e Pequena Empresa (Fumipeq) da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), por uma associação criminosa formada por servidores públicos e não servidores, nos últimos meses. Ontem, um dos integrantes do bando, Allan Jhonson Aires da Costa, 33,  foi preso por policiais civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), enquanto tentava sacar R$ 4,9 mil dos cofres públicos do município, em uma agência bancária no Centro. 

O Fumipeq, também conhecido como Banco da Gente, é um programa da prefeitura que visa contribuir para o desenvolvimento econômico e social da capital, por meio do trabalho organizado de produção de bens e serviços, mediante a concessão de financiamentos aos trabalhadores. 

O delegado do 1º DIP, Rodrigo Sá Barbosa, explicou que o esquema funcionava com a “capitação” de comerciantes da área central  que tinham o interesse em receber o fomento para capitalizar seus negócios.

Na prática,  servidores do Fumipeq em parceria com outras pessoas, como o Allan, selecionavam os comerciantes para fazer a aprovação da linha de crédito, e  acabavam desviando parte do valor que seria destinado ao empréstimo para o micro-empreendedor. “O Allan agia em conluio com funcionários do Fumipeq. Eles pegavam os documentos das pessoas, aprovavam o crédito e na hora que o comerciante ia receber o valor, eles davam apenas R$ 400 ou R$ 500 e ficavam com o restante do dinheiro”, explicou o delegado. 

A suspeita é de que o grupo tenha  efetivado ao menos 100 empréstimos nos últimos meses, cada um deles com um valor de até R$ 4,9 mil. Também há fortes indícios do envolvimento de subsecretários ligados a pasta no esquema. “Nós ainda estamos recebendo informações e iniciando a investigação porque existem outras pessoas envolvidas no esquema. Estamos trabalhando para elucidar todo essa fraude”, reforçou  Sá Barbosa. 

De acordo com o delegado, o esquema foi desvendado ontem, após denúncias de vítimas. No entanto, ele explicou que alguns desses comerciantes tinham conhecimento da fraude. “Vamos prosseguir as investigações para esclarecer a participação de cada uma pessoas envolvidas na organização. Por enquanto, apenas o Allan está preso e como ele atuava com funcionários públicos,  vai responder pelo crime de peculato, que é o desvio de verbas públicas”, afirmou. 

Outros alvos

De acordo com o delegado Rodrigo Sá Barbosa, do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Allan Jhonson Aires da Costa, 33, estava sendo ouvido na delegacia e por isso, não poderia dar mais informações sobre o caso. No entanto, o delegado explicou que o suspeito vai permanecer preso e que outras pessoas devem ser presas nos próximos dias. 

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