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Cotidiano
MATERNIDADE

'Hora do Mamaço' luta contra o preconceito e incentiva apoio para mães que amamentam

Evento faz parte da ‘Semana Mundial do Aleitamento Materno’ e, em Manaus, será realizada no Largo São Sebastião 31/07/2017 às 21:25 - Atualizado em 02/08/2017 às 15:41
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Mobilização reúne mulheres em diversos países para combater preconceito e incentivar mães a amamentar os filhos (Foto: Anne Lucy/Divulgação)
Natália Caplan Manaus (AM)

Mães, bebês e crianças se reunirão neste sábado (5), às 16h30, para a “Hora do Mamaço 2017”. O evento faz parte de uma mobilização internacional da “25ª Semana Mundial de Amamentação”  — que começa hoje e vai até 7 de agosto —, criada pela Aliança Mundial para Amamentação (Waba, sigla em inglês). Em Manaus, a programação terá Dança Materna e roda de conversa com o tema da edição: “Amamentar. Ninguém pode fazer isso por você. Todos podem fazer junto com você. Juntos pela amamentação”.

“Alice, de 3  anos e 8 meses, mamou até os 2 anos , o Theodoro, de 1 e 9 meses, mama em livre demanda. No total, são 3 anos e 9 meses que amamento e sei que o sucesso se deve ao apoio de minha família e grupos de mães”, diz a organizadora da edição local, Ana Alessandrine Silva dos Santos. “A amamentação é fundamental para a saúde das crianças e especial para o vínculo mãe-bebê. O evento vem celebrar o aleitamento materno e convidar a sociedade a se integrar nessa causa”, completa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os bebês sejam amamentados exclusivamente até os seis meses de idade, pois a criança não tem maturidade digestiva para receber outro alimento. Diante dessa informação, porém, muitas pessoas estipulam a introdução alimentar como o fim desse ciclo. Mas a própria entidade afirma que o ideal é que a criança continue a mamar, no mínimo, até os dois anos. Entretanto, ainda existe muito preconceito.

“As pessoas em geral acham bonitinho amamentar até no máximo seis meses, porque ainda é um bebê. Mas quando a criança vai crescendo, o preconceito fica evidente. Sofro preconceito até hoje, porque meu filho irá completar quatro anos e continua mamando. Ele se alimenta bem, come o mínimo de industrializados possível e nunca precisou de leite artificial. Mas, infelizmente, vivemos em um mundo onde é preferível uma criança alimentar-se de industrializados do que ser amamentado”, lamenta Rachel Geber, mãe de Joaquim Luiz, 3.

Rede de apoio

De acordo com a OMS, a média brasileira de aleitamento materno exclusivo é de apenas 54 dias. Na opinião da funcionária pública, um dos principais motivos para o tempo de amamentação estar bem abaixo do recomendado, é a falta de apoio de amigos e familiares da mãe. “Lutamos muito e tentamos apoiar outras mães que estão na mesma situação, desejando amamentar seus filhos. Que possamos ser livres para cuidar dos nossos filhos e amamentá-los sem preconceito”, finaliza.

BLOG Thati Gobeth, instrutora do Dança Materna

“Eu, particularmente, tenho um caso de amor com o ‘Mamaço’, pois participo desde o primeiro, em 2012, com o Danilo ainda na barriga. Desde então, na Semana Mundial do Aleitamento Materno, nos movimentamos em prol dessa causa. A partir de 2016, minha participação vem sendo através da Dança Materna. E esse ano não será diferente, novamente estaremos lá vibrando, dançando e fazendo jus ao tema deste ano: ‘Todos Juntos pela Amamentação’, proporcionando vivências que possam traduzir essa teia de amor e entrega. Sabemos que ter uma rede de apoio é super importante neste processo e a Dança Materna acaba sendo uma rede de empoderamento e acolhida a essas mulheres.”

Programação ‘Hora do Mamaço’

16h30 Abertura

16h40 Dança Materna, com Thati Gobeth

17h10 Foto Oficial

17h30 Apresentação ‘Roda de Mães Baré’

17h35 Roda de Conversa ‘Todos Juntos Pela Amamentação’

18h Encerramento

SERVIÇO

O quê: Hora do Mamaço 2017

Quando: sábado (5), às 16h30

Onde: Largo de São Sebastião, Centro

Quanto: entrada gratuita

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