Sábado, 25 de Maio de 2019
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Hospital em Manaus realiza técnica inédita para o tratamento de hipertensão resistente

Equipe da Fundação do Coração Francisca Mendes utilizou dois procedimentos de Ablação da Artéria Renal, nova alternativa médica



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Procedimentos foram realizados em duas pacientes do sexo feminino – de 50 e 60 anos
15/01/2016 às 12:02

A Fundação do Coração Francisca Mendes, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), realizou quinta-feira (14) dois procedimentos de Ablação da Artéria Renal, utilizando a técnica de cateter de quatro pontas (multieletrodo), que é inédita em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ablação da Artéria Renal é uma das mais novas alternativas no tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Resistente, que não respondem ao tratamento com os medicamentos convencionais. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, os procedimentos foram realizados em duas pacientes do sexo feminino – de 50 e 60 anos – que se enquadram nesse perfil e já vinham sendo acompanhadas no Ambulatório de Hipertensão Severa da instituição.

A equipe que realizou os procedimentos inéditos foi coordenada pelo cardiologista com especialização em Eletrofisiologia, Jaime Arnez Maldonado. Ele explica que a técnica de Ablação Renal é a mesma usada no cateterismo cardíaco. Com a utilização de um cateter endovascular, o especialista realiza uma espécie de cauterização, dentro da artéria renal do paciente, alcançando os nervos renais simpáticos (aferentes e eferentes), que ficam ao redor da parede da artéria. Estes nervos, explica Arnez, têm influência na Hipertensão Arterial Sistêmica.

O médico destaca que a ablação é um procedimento minimamente invasivo, que tem curta duração e baixíssimo risco de complicações. No entanto, é indicada somente para casos em que a terapia medicamentosa – com uso de ao menos três drogas anti-hipertensivas – não surte efeito ou não é tolerada pelo organismo do paciente que sofre de hipertensão primária. “Nos casos de hipertensão secundária ou associada à insuficiência renal ou à obesidade maligna (IMC >40), o procedimento de ablação da artéria renal não é indicado. Da mesma forma que gestantes hipertensas não devem ser submetidas ao procedimento”, explica Arnez. Segundo ele, aproximadamente 75% dos pacientes submetidos ao tratamento com a técnica apresentam melhora significativa nos níveis de pressão arterial.

A Fundação Francisca Mendes já havia realizado esse tipo de procedimento em pacientes acompanhados no Ambulatório de Hipertensão Severa. “Mas utilizamos a técnica do cateter de um ponto. Com este novo cateter, de quatro pontos, nos avançamos na eficácia e segurança do tratamento. Os quatro pontos fazem a aplicação simultânea, no interior da artéria, da cauterização que permite fazer o isolamento dos nervos renais simpáticos, ampliando os índices de sucesso do procedimento”, disse o cardiologista.

As duas pacientes que passaram pelo procedimento estão internadas na unidade e se recuperam bem. Após a alta hospitalar, darão prosseguimento ao acompanhamento no Ambulatório de Hipertensão Severa da Fundação, para análise dos resultados.

*Com informações da assessoria de imprensa


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