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Hospital Universitário Getúlio Vargas lança plano diretor com o objetivo de superar problemas

De acordo com o superintendente do HUGV, Rubens Junior, os problemas existem, mas, para minimizá-los,  algumas ações têm sido executadas pela direção da unidade 31/10/2014 às 21:42
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A reitora da Ufam, Márcia Perales, lançou ontem o Plano Diretor Estratégico do Hospital Univesitário Getúlio Vargas
jéssica vasconcelos ---

As longas filas e a espera que parece eterna para conseguir uma consulta ou cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) não é novidade para a população que busca atendimento. Em julho o A CRÍTICA  mostrou a peregrinação de quatro pacientes que buscavam agendar consultas no ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), na Praça 14, Zona Sul. Além desse, outro caso apresentado essa semana foi o da paciente Sidlene Martins Gadelha que aguarda a realização de uma cirurgia cardíaca que ainda não havia sido realizada porque o elevador que dá acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital estava quebrado.

De acordo com o superintendente do HUGV, Rubens Junior, os problemas existem, mas, para minimizá-los,  algumas ações têm sido executadas pela direção da unidade para que os pacientes não precisem esperar em filas. Ainda de acordo com Rubens Junior, para diminuir as filas de espera pelos procedimentos cirúrgicos, o hospital tem funcionado há quatro meses durante a noite e aos sábados e isso representou um acréscimo de 170 cirurgias a mais por mês.

Essa cirurgias são principalmente de pacientes com problemas de hérnia e vesícula. “Os resultados têm sido tão positivos que em quatro meses o hospital tem buscado os pacientes para fazer os procedimentos”, disse o superintendente.

Filas

Além da diminuição das filas de pacientes cirúrgicos, o superintendente lembra que não há necessidade de aguardar em filas para conseguir uma consulta, pois tudo é agendado pelo sistema. “Uma coisa que acontece constantemente são pacientes do interior que chegam aqui com encaminhamentos médico pensando que podem ser atendidos apenas com esse papel. Do próprio município é possível fazer o agendamento para que o paciente não passe pelo constrangimento de   chegar em Manaus e não ser consultado imediatamente”, explicou Rubens Júnior. 

A reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Márcia Peráles, lembra que existem outros problemas que afetam a prestação de serviços no HUGV, como a deficiência de mão de obra e de equipamentos, mas acrescenta que eles vem sendo resolvido por meio de parcerias para que, depois de pronto, o novo prédio do HUGV possa ampliar os atendimentos passando de 150 para 300 leitos.

Institucional

Para a reitora, as perspectivas  são as melhores possíveis, pois com a finalização do prédio tudo que  vem sendo planejado e executado de forma gradual poderá ser colocado em prática. “A população pode esperar grandes mudanças, pois nós queremos continuar oferecendo atendimento digno às pessoas que nos procuram”, disse a reitora.

Plano diretor

Ontem  foi apresentado o Plano Diretor Estratégico do HUGV. A perspectiva é de que o plano possa nortear um intenso processo de transformação nos próximos anos, que inclui a mudança de prédio e ampliação de leitos e serviços do hospital.   O Plano Diretor Estratégico 2014-2015 do HUGV é uma proposta de intervenção, elaborada no Curso de Especialização em Gestão de Hospitais Universitários no Sistema Único de Saúde.

Em números

4 mil cirurgias são  realizadas anualmente pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV). Além das cirurgias são feitos 170 mil consultas com especialistas e 470 mil exames ambulatoriais. Para o superintendente do HUGV, Rubens Júnior, os números mostram a importância que representa o hospital universitário para a população da capital e dos municípios do interior.

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