Sábado, 18 de Janeiro de 2020
Voluntariado

IBGE aponta que 47% tem interesse em se voluntariar em ações sociais no AM

Amazonenses também reconhecem o impacto positivo e poder de transformação de organizações sociais



voluntariado_73E365A6-C807-4F8C-9B25-81337C247853.JPG Foto: Divulgação
13/12/2019 às 07:30

Muita gente nessa época do ano tem o interesse em ajudar se tornando voluntário em alguma ação social despertado.  Mas, não é somente nesse período que as pessoas ficam engajadas em ajudar o próximo. Uma pesquisa do Ibope Inteligência, feita com internautas, mostrou que 83% dos amazonenses sabem da importância dos voluntários para o trabalho das organizações sociais. Embora somente 12% dediquem parte do seu tempo ajudando o próximo, quase metade (47%) tem vontade de se voluntariar.

Algumas essas pessoas, como publicitária Bianca Dias, 28, aprenderam desde cedo a dedicar um tempo de sua vida nas ações de voluntariado. “Eu comecei a participar de ações sociais desde o colégio, fizemos um trabalho sobre o filme ‘corrente do bem’, após isso percebi que a minha mãe também fazia todo ano, ela começou a me levar para as ações de Dias das Crianças nos abrigos e Natal também. Lá em casa sempre tivemos um ligação muito forte com o ‘fazer o bem’, minha avó era semianalfabeta, mas sempre ajudou quem a buscasse e isso ficou no sangue”, relembra.



Hoje, ela faz parte do projeto “Mudadores de Rua”, auxiliando nas ações do grupo, que se reúne pelo menos uma vez por mês. Ela conheceu o projeto, focando em ações sociais, em 2016 por meio de um amigo e desde então não parou mais.

“Conheci o grupo através de um grande amigo do meu irmão e ele me convidou para conhecer o projeto. Eu fiquei interessada e comecei a participar de todas as ações, que ocorriam todos os meses. Hoje, o grupo é a minha segunda família e sempre estamos buscando novos locais para ajudar. Digo que foi a melhor orientação que pude ter da minha família: fazer o bem sem realmente olhar a quem ou esperar algo em troca é isso que fortalece o trabalho continuar”, afirma.

Assim como Bianca, a universitária Rabesh Mayan Freitas, 21, sente no voluntariado a satisfação do que é de fato ajudar e tirar um sorriso do quem está precisando. Ela, desde 2018, é voluntaria no “Instituto Tchibum”, grupo  que, entre outras ações, faz visitas para crianças internadas em hospitais da cidade.  “Eu conheci o trabalho pelas redes sociais, fiz minha inscrição para participar.  Achei interessante e resolvi experimentar e estou  até hoje. O grupo tem outros trabalhos de voluntariado, mas me identifiquei na visita aos hospitais. Confesso que depois que comecei a fazer isso, muita coisa mudou e melhorou muito na minha vida porque hoje eu entendo uma parte da dor do outro e o que realmente é sentir empatia”, conta Rabesh.

A estudante diz que nunca tinha feito algo do tipo antes e começou porque tinha curiosidade em saber como as crianças se sentiam quando   contagiadas pela alegria, em um ambiente que na maioria das vezes é assustador para elas. “Eu percebi que às vezes a gente tem que tirar um pouco do nosso tempo para ajudar as pessoas. Antes, eu meio que pensava muito mais em mim, hoje não. Hoje já tenho mais empatia e percebo que as crianças do hospital ou de qualquer outro lugar precisam de uma esperança. Às vezes, elas estão tão tristes em saber que estão doentes que não têm vontade de sorrir de novo. E no projeto a gente ouve muitas histórias legais das crianças que entram no nosso ritmo quando chegamos. Isso é gratificante”.

Para quem deseja participar de um dos projetos é só entrar nas redes sociais para obter mais informações. O “Mudadores de Rua” (@mudadoresderua) existe desde 2015 e tem como objetivo doar amor a quem precisa.  Hoje, tem mais de 500 voluntários que doam seu tempo, pelo menos uma vez por mês, fazendo ações sociais, como arrecadação  de alimentos e  eventos pontuais na cidade para doação aos necessitados.

Já o “Tchibum” (@ institutotchibum) existe há nove anos e tem como objetivo desenvolver e potencializar ações sociais para o desenvolvimento humano, fazendo  atividades de humanização hospitalar, visitas em asilos, cursos preparatórios e ações sociais em vários pontos da cidade. 

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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