Domingo, 19 de Maio de 2019
REPERCUSSÃO

Imprensa internacional repercute chacina de detentos no Amazonas e briga de facções

Os norte-americanos CNN e New York Times, o inglês BBC, o espanhol El Pais e o alemão Die Welt noticiaram massacre e rixa entre FDN e PCC



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(Foto: Reprodução/CNN)
02/01/2017 às 16:26

A imprensa internacional repercutiu nesta segunda-feira (2) a chacina com a morte de mais de 60 detentos no Amazonas e a briga entre as facções criminosas Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC), ocorridas durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, na tarde de ontem, domingo (1º).

A versão online da rede de TV norte-americana CNN destacou no título que “Pelo menos 60 morrem no Brasil”, afirmando no texto que “um levante de 17 horas em uma prisão no Brasil custou a vida de pelo menos 60 pessoas no fim de semana”. A BBC afirmou também que a “revolta começou [...] como parte de uma rivalidade entre duas organizações criminosas”.

O jornal inglês BBC colocou no título “Tumulto em prisão no Brasil mata mais de 60 pessoas no Amazonas”, e contou que o motim “em prisão superlotada deixou pelo menos 60 prisioneiros mortos, muitos deles decapitados”. A BBC também destacou que o massacre começou após “uma briga entre gangues rivais” e que tudo terminou após a liberação de 12 guardas reféns.

O jornal americano New York Times também destacou no título as 60 mortes de presos e a disputa entre as facções FDN e PCC. “Motim por gangues de drogas em prisão no Brasil deixa 60 mortos”. No texto, o NYT contou que as gangues “disputam a supremacia sobre o comércio de cocaína na Amazônia brasileira” e que o massacre “está entre os mais sangrentos das últimas décadas”.

O alemão Die Welt também deu destaque às 60 mortes de presos – “Pelo menos 60 mortos em revolta na prisão brasileira” – e afirmou que o motim no Amazonas “é um dos piores do mundo nos últimos anos”. O Die também falou sobre os 12 reféns e contextualizou o assunto, afirmando que “as prisões superlotadas brasileiras são, de fato, controladas por gangues de drogas”.

O espanhol El País também noticiou o número de mortos no massacre. “Massacre em presídio de Manaus deixa 60 detentos mortos”. No texto, o jornal fala sobre “enfrentamento entre presos do PCC e da FDN” e que esta foi a “segunda rebelião mais letal da história do sistema prisional brasileiro, ficando atrás apenas do Massacre do Carandiru, ocorrido em São Paulo em 1992”.


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