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Inconclusiva, investigação para descobrir se policial se suicidou ou foi assassinada vira IPM

Por se tratar de um crime militar, a Polícia Civil repassou o caso à Polícia Militar, que abrirá um Inquérito Policial Militar para descobrir o que aconteceu com a policial de 26 anos, encontrada morta dentro do Batalhão Ambiental em abril 27/05/2015 às 17:08
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Joana Queiroz Manaus (AM)

O inquérito da morte da policial militar Deusiane da Silva Pinheiro, de 26 anos, encontrada sem vida no dia 1° de abril deste ano nas dependências da Companhia Fluvial do Batalhão Ambiental, localizado no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, virou um Inquérito Policial Militar (IPM), que foi encaminhado nesta quarta-feira (27) para a Justiça sem as investigações concluírem se ela suicidou-se ou se foi vítima de homicídio, de acordo com informação do titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins.
 
O delegado informou que trata-se de um crime militar, já que a vítima é uma policial militar e que o caso aconteceu nas dependências de uma unidade militar quando a vítima estava em serviço e que. Segundo ele, de acordo com o artigo 144 da Constituição Federal, a competência de investigação não cabe à Polícia Civil, mas sim à própria justiça militar, que é obrigada a instaurar um IPM para investigar o ocorrido.
 
Ivo Martins informou que inicialmente a morte da policial  foi dada como suicídio e as investigações começaram sendo feitas pela Delegacia Especializada em Ordem e Política Social (Deops), mas depois concluiu que tratava-se de homicídio. No dia 8 deste mês, o caso chegou à DEHS, onde foi verificado que a competência de investigação seria da Polícia Militar. “O inquérito foi encaminhado com laudos, depoimentos e interrogatórios de testemunhas”, disse o delegado.
 
Segundo o delegado, os laudos não foram conclusivos para afirmar se Deusiane foi assassinada ou se ela cometeu suicídio. Apesar de a corporação trabalhar com a hipótese de suicídio, a família da vítima acredita que a policial foi assassinada pelo ex-namorado, identificado apenas como “Elson”, que também é PM e estava de serviço junto com a jovem no dia que ela morreu.

A irmã de Deusiane, Cláudia da Silva Angelim, 34, afirmou que acredita no assassinato porque a vítima vinha sendo ameaçada pelo ex-namorado e a esposa dele. Além disso, Deusiane também estaria recebendo ameaças de morte por parte do casal, segundo a família. 

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