Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
GREVE

Indicativo de greve é aprovado e técnicos da Ufam podem paralisar atividades

Apesar dos técnicos aderirem ao indicativo de greve, o Associação dos Docentes da Ufam (Adua) informou os professores universitários não participam das atividades



1278472.JPG Indicativo de greve foi aprovado por técnicos administrativos da instituição em audiência realizada na última sexta-feira (Foto: Arquivo AC)
03/10/2017 às 16:12

Os técnicos administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovaram indicativo de greve. A decisão ocorreu após reunião realizada com a categoria, na última sexta-feira. O motivo, segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), Ana Grijó, são as novas medidas adotadas pelo governo federal que, de acordo com o sindicato, está prejudicando a carreira do servidor.

Apesar dos técnicos aderirem ao indicativo de greve, o Associação dos Docentes da Ufam (Adua) informou os professores universitários não participam das atividades. Caso a greve seja deflagrada, as aulas não serão suspensas, mas serviços administrativos podem parar.



De acordo com Ana, a categoria montou um Comando de Mobilização das Lutas (CML) e deve realizar uma manifestação hoje, como parte do movimento. O grupo deve confirmar se paralisa as atividades até o dia 23 de outubro. “Nós aderimos ao movimento, após proposta da Fasubra Sindical. A partir de hoje (ontem) nós vamos realizar diversas manifestações, assembleias, audiências públicas e até paralisações na universidade”, explicou.

Para a categoria, a carreira dos ‘Taes’ (Técnico-administrativos do estado) está ameaçada, devido às propostas de terceirização e corte orçamentário nas universidades, além das propostas de reformas trabalhistas e da educação.

“Com essas novas medidas, sofrer com mudanças de carreira, redução do piso salarial, restrição à progressão, redução da jornada com redução salarial, licença incentivada sem remuneração, Programa de Demissões Voluntárias (PDV), fim dos incentivos por qualificação e capacitação. Precisamos fazer algo”, contou.

Além disso, conforme o Sintesam está previsto um corte orçamentário no valor de R$ 11,2 milhões para recursos das universidades em 2017, o que pode resultar no fechamento de unidades, além da suspensão de concursos e de contratação de aprovados e extinção de 60 mil vagas e cargos. “Não temos acesso ao orçamento da nossa universidade, mas caso esses cortes aconteçam, além de todos servidores, os próprios alunos vão ficar prejudicados com a falta de uma escola superior no Estado”.

Vale lembrar que quatorze novos técnico-administrativos em Educação tomaram posse na Ufam há um mês, depois que a instituição realizou concurso público, no início do ano. No entanto, segundo o Sintesam, todos os novos servidores já aderiram ao movimento, por conta da ausência do plano de cargos e salários para a função.


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