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Cotidiano
GREVE

Indicativo de greve é aprovado e técnicos da Ufam podem paralisar atividades

Apesar dos técnicos aderirem ao indicativo de greve, o Associação dos Docentes da Ufam (Adua) informou os professores universitários não participam das atividades 03/10/2017 às 16:12
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Indicativo de greve foi aprovado por técnicos administrativos da instituição em audiência realizada na última sexta-feira (Foto: Arquivo AC)
Danilo Alves Manaus (AM)

Os técnicos administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovaram indicativo de greve. A decisão ocorreu após reunião realizada com a categoria, na última sexta-feira. O motivo, segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), Ana Grijó, são as novas medidas adotadas pelo governo federal que, de acordo com o sindicato, está prejudicando a carreira do servidor.

Apesar dos técnicos aderirem ao indicativo de greve, o Associação dos Docentes da Ufam (Adua) informou os professores universitários não participam das atividades. Caso a greve seja deflagrada, as aulas não serão suspensas, mas serviços administrativos podem parar.

De acordo com Ana, a categoria montou um Comando de Mobilização das Lutas (CML) e deve realizar uma manifestação hoje, como parte do movimento. O grupo deve confirmar se paralisa as atividades até o dia 23 de outubro. “Nós aderimos ao movimento, após proposta da Fasubra Sindical. A partir de hoje (ontem) nós vamos realizar diversas manifestações, assembleias, audiências públicas e até paralisações na universidade”, explicou.

Para a categoria, a carreira dos ‘Taes’ (Técnico-administrativos do estado) está ameaçada, devido às propostas de terceirização e corte orçamentário nas universidades, além das propostas de reformas trabalhistas e da educação.

“Com essas novas medidas, sofrer com mudanças de carreira, redução do piso salarial, restrição à progressão, redução da jornada com redução salarial, licença incentivada sem remuneração, Programa de Demissões Voluntárias (PDV), fim dos incentivos por qualificação e capacitação. Precisamos fazer algo”, contou.

Além disso, conforme o Sintesam está previsto um corte orçamentário no valor de R$ 11,2 milhões para recursos das universidades em 2017, o que pode resultar no fechamento de unidades, além da suspensão de concursos e de contratação de aprovados e extinção de 60 mil vagas e cargos. “Não temos acesso ao orçamento da nossa universidade, mas caso esses cortes aconteçam, além de todos servidores, os próprios alunos vão ficar prejudicados com a falta de uma escola superior no Estado”.

Vale lembrar que quatorze novos técnico-administrativos em Educação tomaram posse na Ufam há um mês, depois que a instituição realizou concurso público, no início do ano. No entanto, segundo o Sintesam, todos os novos servidores já aderiram ao movimento, por conta da ausência do plano de cargos e salários para a função.

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