Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
DESEMPENHO

Índice de confiança da construção civil cresce 2,1% durante virada de ano

Essa foi a oitava alta consecutiva do indicador, que chegou a 94,2 pontos, maior patamar desde maio de 2014, quando registrou 94,6 pontos



show_show_construcaocivil_99A1460D-B394-44C1-8463-CC88605DE96C.jpg Foto: Reprodução/Internet
28/01/2020 às 18:08

O Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 2,1 pontos na passagem de dezembro de 2019 para janeiro deste ano. Essa foi a oitava alta consecutiva do indicador, que chegou a 94,2 pontos, maior patamar desde maio de 2014, quando registrou 94,6 pontos.

“A tendência é que esses números continuem aumentando ao longo de 2020. Já era esperado por conta do reaquecimento da economia. Percebemos um incremento na atividade econômica de forma geral. Além disso, medidas anunciadas pela Caixa Econômica Federal, sobretudo, para crédito imobiliário SBPE para subsidiar imóveis acima de R$ 190 mil. A Caixa puxa as novas condições de juros do mercado imobiliário“, declarou o diretor da Comissão de Indústria Imobiliária da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Henrique Medina.



Henrique pontuou que o financiamento imobiliário com juros atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA) estimula o consumidor e a classe empresarial. “Um produto novo com condições de juros, de aproximadamente, 6 a 8%. Isso é uma condição muito atrativa para o consumidor. O empresário vê o consumidor mais motivado, o mercado mais animado e disponibiliza novos produtos no mercados. O mercado de Manaus espera para esse ano mais de 30 lançamentos imobiliários“, disse Medina.

De acordo com o levantamento da FGV, o Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários da construção civil, avançou 1,7 ponto e chegou a 84,3 pontos. A maior contribuição para esse resultado veio do componente ‘carteira de contratos’.

O Índice de Expectativas, que afere a confiança do empresariado do setor em relação aos próximos meses, cresceu 2,4 pontos e alcançou 104,2 pontos, o maior valor desde setembro de 2012 (104,5 pontos). Dos requisitos  que compõem esse indicador, a principal alta veio da demanda prevista para os próximos três meses.

Segundo a pesquisadora e Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE, Ana Maria Castelo, o resultado de janeiro é um sinal do que deve ser a dinâmica predominante em 2020: um aumento do protagonismo da área de edificações, puxado pela melhora do mercado imobiliário residencial em 2019. Para ela, no entanto, ainda há um longo percurso para recuperar o patamar de atividade anterior à crise. A demanda, de acordo com a pesquisadora, é o principal limitador do setor.

Medina afirmou que a expectativa do setor para este ano são positivas. Ele avalia que os juros e a inflação devem continuar baixos. “Juros baixos para o mercado imobiliário é muito bom porque se tem uma previsibilidade. Atrelado a essa confiança que deve continuar subindo e com novas medidas do governo federal certamente é um ano muito promissor para todo o mercado imobiliário”.

Saiba Mais

O índice referente à Mão de Obra variou 0,09% em janeiro. No mês anterior, este grupo apresentou taxa de 0,26%. Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Belo Horizonte apresentou decréscimo em sua taxa de variação.

Opinião

O diretor comercial da região Norte da Smart Empreendimentos, Raphael Collares, salientou que assim como a Construção Civil indicadores de outros setores apontam para o crescimento exponencial. “Esse desempenho do setor é determinante para novos investimentos. É importante na hora de decidir onde, como e quanto investir. A retomada de outros setores da economia com mais  empregos e, consequentemente,  renda formal consegue fazer financiamentos e reflete na construção civil”, declarou.

Ele afirmou que estão otimistas para 2020 e até o segundo semestre pretendem lançar mais 300 unidades residenciais de médio e alto padrão em Manaus. “Continuamos a procura por novas áreas para novos lançamentos”, disse.

A empresa mineira (de Monte Verde) está presente no mercado manauara desde 2018 e tem entre os lançamentos um bairro planejado com casas no padrão econômico na região Metropolitana de Manaus, em Iranduba.

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Repórter de A Crítica

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