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Indígenas com dependência em álcool e drogas serão monitorados no Alto Solimões

Conforme associação de redução de danos, a falta de políticas públicas para o tema tem colaborado no aumento de casos de suicídios de indígenas no interior 10/09/2015 às 10:14
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Debate com os indígenas do Alto Solimões mostrou que as políticas públicas visam mais o combate e menos na criação de estratégias para tratar o dependente
Isabelle Valois ---

O consumo desordenado de bebida alcoólica ou entorpecentes no Amazonas preocupa a Associação de Redução de Danos do Amazonas (Ardam). Conforme a presidente da associação, Evalcilene Santos, a falta de políticas públicas para este tema tem colaborado, por exemplo, no aumento de casos de suicídios de indígenas no interior.

E para apontar soluções, a Ardam realiza, desde ontem, uma discussão sobre os danos no 2º Encontro Estadual de Redutores de Danos e o 4º Encontro de Redutores de Danos da Região Metropolitana de Manaus.

De acordo com Evalcilene, para este ano foram convidados indígenas que vivem em aldeias no atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dissei) do Vale do rio Javari, no Alto Solimões, para trocarem ideias e sairem de Manaus com uma estrutura ou o início de um trabalho para ser desenvolvido no combate à redução de danos decorrentes do consumo do álcool e outras substância química.

“Ano passado realizamos o primeiro seminário estadual e quando souberam das ideias de melhoria que podem colaborar com as aldeias, alguns representantes indígenas pediram para participar neste ano. Eles afirmam que há um aumento de suicídios por causa do consumo excessivo do álcool e outras drogas e isso é questão de políticas públicas, que deveriam traçar estratégias de ajuda e não somente combate”, explicou.

A redução de danos e uma política pública presente no programa do Ministério da Saúde para o tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), além da coordenação de saúde mental.

A presidente da Ardam explicou que o governo, tanto estadual e municipal, tem a preocupação voltada para o combate do consumo, mas esquecem que é necessário cuidar dos consumidores das drogas. “Muitas vezes são cuidados básicos, como distribuir protetor labial, seringa descartável, garrafas plásticas e até água, pois assim iremos combater a transmissão de doenças mais sérias e até virais”, detalhou.

Conforme Evalcilene, projetos como a criação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) de rua, colaboraria no combate da redução de danos.

Estratégias

Para traçar estratégias, a Associação de Redução de Danos do Amazonas (Ardam) está realizando, desde ontem, o 2º Seminário de Redução de Danos, 2º Encontro Estadual de Redutores de Danos e o 4º Encontro de Redutores de Danos da Região Metropolitana de Manaus.

Local O evento acorre no auditório Luiz Montenegro, localizado na Fundação de Medicina Tropical, bairro Dom Pedro Zona Centro-Oeste. Programação Hoje e amanhã a programação será das 08h às 17h. Secretarias do Estado e do Município, departamentos ligados a assistência social, setores da segurança pública, entidades e empresas ligadas à política sobre drogas, estão participando das atividades. Metas A meta da ARDAM é reunir uma média de 100 pessoas ligadas à redução de danos, a exemplo de pessoas que não conseguem parar de usar drogas, tanto as licitas (álcool), quanto as ilícitas (entorpecentes).

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