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Indígenas de 27 municípios do AM ocupam sede da Seduc para pedir melhorias na educação

Centenas de índios de 26 etnias apontam problemas na educação escolar indígena e esperam o secretário Rossieli Soares retornar de Brasília para se reunir 18/02/2016 às 13:20
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Segundo um dos coordenadores do movimento, a pauta com o secretário é extensa. Ocupação, no entanto, é tranquila.
Lucas Jardim Manaus (AM)

Centenas de indígenas de 26 etnias e de 27 municípios do Amazonas ocuparam a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) desde o início da manhã desta quinta-feira (18), em Manaus.

Parte da 1ª Marcha pela Educação Escolar Indígena, a mobilização organizada pelo Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas buscar melhorias para o setor no Estado. O grupo chegou ao local pouco antes das 10h e, segundo a Seduc, 11 deles foram atendidos pela secretária em exercício, Calina Hagge, pouco depois de chegarem.

No entanto, os indígenas resolveram esperar pelo responsável titular da pasta, Rossieli Soares, e ainda se encontram no local, em uma ocupação tranquila.

Eu falei pessoalmente com o Rossieli por volta do meio-dia. Ele está em Brasília, mas disse que virá falar conosco hoje. Ficaremos aqui até nos reuinirmos com ele, disse Gersem Daniwa, um dos coordenadores do movimento.

Gersem disse que a pauta que eles têm com o secretário é extensa, mas cujos principais pontos envolvem investimentos em infraestrutura. "Nós temos cerca de 600 escolas indígenas que não têm prédio [próprio]. Elas funcionam em salas improvisadas em outras escolas, em casas de caciques, e outros lugares. Isso tem que acabar", manifestou.

Ele também apontou o atraso na merenda escolar como uma problemática a ser enfrentada. "Tem vez que ela nem chega. Sabemos que o transporte no nosso Estado é difícil, queremos conversar sobre soluções", explicou Gersem.

A conversa, segundo o coordenador, também tem que ser levada a nível institucional, com os índios também demandando a estrututaração do Conselho de Educação Escolar Indígena do Amazonas (CEEI-AM).

Os conselheiros não foram nomeados e me parece que o próprio conselho não foi regulamentado ainda. Queremos estar envolvidos e dialogar com o Estado, concluiu.

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