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Cotidiano
PROTESTO

Indígenas fazem ato na Djalma Batista pedindo permanência de gestora de distrito

Adaciline Magalhaes Rodrigues é gestora do Distrito Sanitário Especial de Manause e indígenas temem a saída dela após mudanças no Ministério da Saúde 30/09/2016 às 12:28 - Atualizado em 30/09/2016 às 13:10
Silane Souza Manaus (AM)

Lideranças indígenas, caciques, profissionais dos pólos bases e representantes do Sindicato dos Profissionais de Saúde Indígena do Amazonas promoveram uma manifestação,  nesta sexta-feira (30), na avenida Djalma Batista. O ato foi em defesa da permanência da atual gestora do Distrito Sanitário Especial de Manaus (Dsei Manaus), Adaciline Magalhães Rodrigues, na função. 

O principal temor dos manifestantes é que, caso Adaciline seja substituída, todo o trabalho iniciado por ela junto aos indígenas no Amazonas, seja perdido. "Ficamos sabendo em reunião em Brasília que existe há a possibilidade da atuação gestão seja mudada, mas nós não vemos motivos para essa troca", disse a representante dos dentista do Dsei Manaus, Elbi Lemos.

De acordo com o enfermeiro da Divisão de Atenção à Saude Indígena (Diasi), Michel Valentino de Sá, a manifestação foi um ato preventivo, uma vez que o Ministério da Saúde mudou a direção da Secretaria Especial de Saúde Indígena, que por sua vez começou a substituir os dirigentes dos DSEI em todo o país.

Durante o protesto, os manifestantes fecharam uma das faixas do trecho da Djalma Batista, sentido Centro-Bairro, entre o Amazonas Shopping e o Manaus Plaza. "Nós tivemos muitos avanços nesses últimos cinco anos e se a gestão for mudar queremos ser consultados para que possamos dar nossa opinião", disse o vice-presidente do Conselho Social da Saúde Indígena, Zé Amir.

Adaciline Magalhães Rodrigues é servidora de carreira do Ministério da Saúde no Amazonas há 30 anos, dos quais 5 anos passou à frente do DSEI.

No Amazonas, existem sete distritos de saúde indígenas, sendo que a unidade de Manaus abrange 19 municípios, entre eles Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Autazes, Borba, Careiro Castanho, Silves, Manaquiri e Novo Aripuanã. No total são 26 mil indígenas alcançados pelo DSEI Manaus. 

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