Domingo, 18 de Abril de 2021
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Indústria amazonense acumula perdas ao longo de 2015

Perdas foram de 15,5% no primeiro bimestre e de 8,6% ao longo de 12 meses. Recuo foi o 11º seguido, informa IBGE



1.gif Segmento de duas rodas contribuiu negativamente para resultado da produção industrial registrada em março
08/04/2015 às 08:44

Mesmo com um pequeno crescimento de 2,2% na produção industrial de fevereiro em relação a janeiro, a indústria amazonense tem acumulado perdas ao longo do ano.

No primeiro bimestre de 2015, o Amazonas teve a segunda maior queda na produção industrial entre as 15 regiões industriais brasileiras pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando atrás somente da Bahia. Em fevereiro, a produção retraiu 18,9% em comparação a fevereiro de 2014 e 15,5% no acumulado dos dois primeiros meses do ano. Nos 12 últimos meses o decréscimo foi de 8,6%,



Os resultados acentuados de fevereiro são explicados em parte com ajuste sazonal, já que o mês teve 18 dias úteis.

Análise por setores

Analisando por segmentos produtivos no bimestre, o setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-37,6%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, sobretudo, pela menor produção de televisores. Outros recuos importantes ocorreram nas atividades de outros equipamentos de transporte (-18,1%), em grande parte, pela queda na fabricação de motocicletas e suas peças; o de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,5%), devido à queda na produção de gasolina automotiva, óleos combustíveis e óleo diesel; e de produtos de borracha e de material plástico (-16,8%), como de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica e pré-formas de garrafas plásticas.

“O que temos mesmo é uma fraca demanda em todos os produtos que o polo produz. A indústria está pisando no freio”, comentou o supervisor de Disseminação de Informações do IBGE Amazonas, Adalma Nogueira Jaques.

Por outro lado, o principal impacto positivo veio do ramo de bebidas (14,6%), impulsionado, especialmente, pela maior fabricação de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais.

A indústria amazonense vem acumulando perdas consecutivas desde abril no ano passado. Mas este é o segundo pior resultado desde novembro de 2014 quando a produção caiu -16,9%. Em 2014, a indústria amazonense, que é o principal motor da economia local, acumulou perdas de -3,9%.


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