Terça-feira, 14 de Julho de 2020
EM QUEDA

Indústria do Brasil tem pior junho em 3 anos e termina 2º tri com perdas, diz IBGE

Esse é o quarto resultado negativo no ano e o pior para meses de junho desde 2016



dassauuia_7D820BF8-BFB5-44EE-A014-A4850EA857A0.JPG Foto: Reprodução
01/08/2019 às 09:43

 A indústria brasileira encerrou o segundo trimestre em contração depois de a produção recuar em junho pela segunda vez seguida e no ritmo mais forte para o mês em três anos, em meio ao ritmo fraco da economia brasileira.  A produção industrial do Brasil contraiu 0,6% em junho na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o quarto resultado negativo no ano e o pior para meses de junho desde 2016 (-1,1%)

Em relação a junho do ano anterior, houve perda de 5,9%, também o quarto dado negativo no ano e o mais fraco para o mês desde 2014. Com esses resultados, a indústria terminou o segundo trimestre com contração de 0,7%, somando-se às perdas de 0,6% nos três primeiros meses do ano.

Variações



As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de quedas de 0,2% na variação mensal e 5,8% na base anual.

“Há claramente uma indústria perdendo fôlego. Embora possa haver sinais positivos para o mercado de trabalho e confiança, os resultados da indústria não têm nenhum sinal de uma recuperação no setor. Os sinais de junho não indicam qualquer possibilidade de uma reversão”, avaliou o gerente da pesquisa, André Macedo.

O IBGE informou que houve perdas generalizadas entre as categorias, sendo a mais acentuada em bens de consumo semi e não-duráveis, de -1,2%. Os segmentos de bens de consumo duráveis (-0,6%), de bens de capital (-0,4%) e de bens intermediários (-0,3%) também apresentaram recuo na produção em junho.

Entre os 26 ramos pesquisados, 17 tiveram queda, sendo as principais influências negativas produtos alimentícios (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%).

A indústria brasileira segue refletindo a morosidade da economia como um todo, prejudicada pela demanda doméstica em meio ao alto nível de desemprego ainda no país. A mais recente pesquisa Focus do Banco Central mostra que a economia deve crescer este ano 0,82%, com a produção industrial expandindo 0,50%.

“O ambiente econômico até junho ainda tinha muita incerteza e a possibilidade de reformas não reverte na prática expectativas ou resultados do setor”, completou Macedo.


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