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Cotidiano
INDÚSTRIA

Indústria no Brasil tem pior queda em 2 anos com ajuste na produção de veículos

Atividade industrial mostrou queda generalizada em com 19 dos 24 ramos pesquisados 06/03/2018 às 10:47 - Atualizado em 06/03/2018 às 10:50
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Funcionários trabalham em fábrica em Manaus (Reuters/Jianan Yu)
Reuters Rio de Janeiro

A produção da indústria do Brasil iniciou 2018 com a queda mais forte em dois anos e pior que o esperado em janeiro devido ao ajuste na fabricação de veículos, indicando uma recuperação menos intensa da economia no início do ano.

A produção industrial encolheu 2,4 por cento em janeiro na comparação com dezembro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), interrompendo quatro meses de expansão e na a leitura mais fraca desde fevereiro de 2016 (-2,5 por cento).

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção industrial cresceu 5,7 por cento, ante projeção de alta de 5,85 por cento. 

A indústria terminou 2017 estagnada segundo os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na semana passada, tendo perdido fôlego no quarto trimestre em relação aos três meses anteriores.

A principal influência negativa em janeiro foi a queda de 7,6 por cento na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, após avanço de 9,1 por cento em dezembro na comparação mensal.

Isso levou a categoria de Bens de Consumo Duráveis a registrar no primeiro mês do ano recuo de 7,1 por cento na produção, queda mais intensa desde março de 2017 (-7,5 por cento).

A fabricação de Bens Intermediários caiu 2,4 por cento, enquanto a de Bens de Capital, uma medida de investimento, recuou 0,3 por cento em janeiro. A única categoria a apresentar ganhos foi a de Bens de Consumo Semi e não Duráveis, de 0,5 por cento.

A inflação e os juros baixos devem favorecer a indústria brasileira neste ano, ao estimularem o consumo. Em fevereiro, a confiança do setor voltou a subir, de acordo com sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV), em meio à alta disseminada da utilização da capacidade.

*Com informações de Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

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