Domingo, 26 de Maio de 2019
DOENÇA

Infectologista alerta para aumento de casos de Chikungunya no Amazonas

Os casos confirmados de Chikungunya aumentaram 15 vezes de 2015 para 2016, passando de 8.528 para 134.910



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Médico infectologista, Antônio Magela (Foto: Aguilar Abecassis)
03/01/2017 às 15:41

O ano começou e a guerra contra o mosquito Aedes aegypti continua. Diferente do que aconteceu em 2016, quando houve um surto de casos de Zika vírus, este ano a preocupação das autoridades de saúde é com o Chikungunya. As duas doenças, assim como a Dengue, são transmitidas pela picada do mosquito.

Os casos confirmados de Chikungunya aumentaram 15 vezes de 2015 para 2016, passando de 8.528 para 134.910. O Ministério da Saúde (MS) prevê um aumento significativo da doença em 2017, em todo o país. O Amazonas registrou no ano passado XX casos de Chikungunya.

De acordo com o médico infectologista Antônio Magela, chefe do Departamento Clínico da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD), unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), a previsão do aumento de casos de Chikungunya é preocupante, porque a doença apresenta sequelas que podem perdurar por até um ano após o período infeccioso.

Antonio Magela explica que o Chikungunya se diferencia das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, pelas dores em decorrência da inflamação das articulações. O paciente apresenta problemas que vão desde o simples movimento para segurar objetos e fechar as mãos, até casos extremos de dificuldade para se locomover. “Há relatos de pessoas que ficaram sem andar e com dores muito fortes, enquanto perduraram os efeitos da doença”, frisou.

Segundo Antonio Magela, para orientar os profissionais de saúde sobre a conduta clínica que deve ser adotada no atendimento ao paciente com Chikungunya, o MS lançou recentemente um guia com 77 páginas, com informações sobre os cuidados com as gestantes, crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, medicamentos recomendados e exames necessários. “Esse material servirá para que o profissional avalie cada caso da doença e faça a abordagem correta ao paciente”, disse.

O médico ressalta que o Chikunguyna, assim como o Zika vírus, é uma doença relativamente nova no Brasil e que necessita de mais pesquisas para que se conheça melhor o vírus. Ele diz que, enquanto os estudos avançam, a única forma de prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é o combate ao mosquito. “A população precisa continuar em alerta e tomando todos os cuidados para eliminar os locais com água parada, tanto em casa como no trabalho, principalmente porque estamos no período chuvoso no Amazonas, o que redobra a preocupação. Somente em conjunto, é possível manter-se protegido dessas doenças”, enfatizou.

As medidas que devem ser adotadas para eliminar os possíveis criadouros do mosquito são simples. O recomendado é: tampar os camburões e caixas d´agua; manter as calhas sempre limpas; deixar as garrafas sempre viradas; e manter as lixeiras fechadas.

Os sintomas de Chikungunya são semelhantes aos de Dengue. O paciente apresenta febre alta, dor de cabeça e manchas no corpo. A única diferença são as dores articulares intensas. Já no caso do Zika vírus, a febre é baixa e surgem manchas nos corpos. O tratamento do Chikungunya, assim como da Dengue e Zika vírus, se dá pelos sintomas. Para os casos em que as dores nas articulações persistem, mesmo com o fim do quadro infeccioso – que dura em média de sete a doze dias –, os pacientes precisam de acompanhamento com médico reumatologista e fisioterapeuta.

*Com informações da assessoria de comunicação.

 


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