Quinta-feira, 01 de Outubro de 2020
PANDEMIA

Infectologista alerta sobre os cuidados com o álcool em gel

Principal aliado no combate ao Covid-19 também apresenta suas desvantagens. Saiba quais:



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18/04/2020 às 22:10

O uso do álcool gel, indiscutivelmente, ajuda a diminuir a propagação de vírus e bactérias. Juntamente com a lavagem das mãos e o uso de máscaras, o ácool em gel é um dos principais aliados no combate à propagação do Covid-19. Porém, de acordo com a infectologista Fabiane Giovanella, o produto exige cautela no seu uso para evitar problemas na pele. Na entrevista exclusiva a seguir, saiba como usá-lo corretamente e quais os cuidados necessários. Confira:

- O álcool em gel nas mãos, quando em proximidade com fogo, pode causar queimaduras?



O álcool em gel neste momento de pandemia foi incorporado ao dia a dia das pessoas e se tornou importante aliado na prevenção contra o coronavírus. Entretanto, o uso do álcool em gel nas mãos quando em proximidade com o fogo requer cuidado pois o produto pode causar queimaduras. Muitas pessoas costumam utilizar o produto na cozinha, importante lembrar que esta é uma área quente e é necessário ter cuidados específicos ao manusear álcool em gel nesse ambiente. Ao utilizar, dê tempo para que o produto evapore,deixe a umidade sair das mãos ou deixe passar a sensação de “mãos grudando” e não utilize o fogão imediatamente.

- O uso do álcool em gel substitui a lavagem das mãos com água e sabão?

A higienização das mãos é uma das principais formas de prevenção de doenças. O álcool em gel cria uma película antisséptica que fica sobre a pele, mas não substitui a lavagem das mãos com água e sabão. Tanto o sabão comum quanto o álcool em gel são eficazes para a limpeza das mãos. Ambos são importantes. Mas lembre-se: não é necessário limpar as mãos com água e sabão e aplicar depois o álcool ou vice-versa, basta apenas uma das opções. Importante enfatizar que a água com sabão retira a gordura das mãos, responsável por grudar a sujeira. Já o álcool não retira nem a gordura e nem a sujeira. Se as mãos estiverem sujas, o álcool em gel tem sua eficácia diminuída. Uma orientação é o uso intercalado da limpeza com água e sabão  e o uso do álcool em gel.

- Quais os benefícios do álcool em gel? Por que devemos usá-lo?

É seguro, é eficaz na higienização das mãos, é uma alternativa importante para os momentos onde é impossível chegar até uma pia, ou seja, na falta de água e sabão é uma grande opção. Para o bom uso, deve-se remover anéis e pulseiras, aplicar na palma da mão uma quantidade suficiente do produto equivalente a uma moeda de R$ 1. A técnica correta deve preencher todas as partes da mão, entre os dedos, palma, dorso, pontas dos dedos, unhas e punhos e esperar 20 a 30 segundos para secar.

- Existe um limite para o uso diário dele? Quais as desvantagens que ele traz?

Não. Mas se utilizado em excesso, ele pode causar um ressecamento das mãos facilitando o aparecimento de outros ferimentos, cortes, fissuras e outros tipos de infecções. Algumas pessoas, principalmente as que apresentam pele sensível, podem desenvolver certos tipos de dermatites.

- Por que devemos usar o álcool em gel 70%? No que diz respeito essa porcentagem?

Ao entrar em contato com a pele, o álcool em gel elimina a grande maioria dos vírus e bactérias em poucos segundos. Há uma desnaturação das proteínas e estruturas lipídicas e consequentemente destruição do microorganismo. Para esse propósito, o importante é que a concentração mínima de álcool seja de pelo menos 70% (solução com 70% de álcool e 30% de água), informação  que sempre deve ser procurada nas embalagens. Nem todo o tipo de álcool é igual. Em concentração inferior a 70%, não apresenta eficiência, e em concentração maior que 90%, pode desencadear irritações. 

 

Outros cuidados

  • Atenção à validade do produto e se está bem vedado. Se o frasco permanecer aberto por muito tempo, o álcool evapora e permanece apenas o gel.
  • Não usar em grande quantidade para não ressecar a pele. Em caso de ressecamento, aplicar creme para as mãos.
  • O álcool em gel não pode ser ingerido porque é altamente tóxico.
  • Quando entra em combustão, possui uma chama que não é visível.
  • Procure não utilizá-lo ao manusear objetos como fósforos, cigarros, isqueiros, velas e até ao cozinhar. 
Repórter de A Crítica

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