Terça-feira, 20 de Abril de 2021
Natal em tempos de pandemia

Infectologista dá dicas de como celebrar o Natal em segurança

Reuniões devem limitar-se às pessoas que moram na mesma casa



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08/12/2020 às 11:06

O mês de dezembro chegou e com ele as festas de fim de ano como Natal e Ano Novo. Entretanto, muitos amazonenses ficam em dúvida se é realmente seguro reunir familiares e amigos em um ano tão atípico como 2020.

A médica infectologista Ana Galdina dos Reis Mendes comenta que primeiramente se deve levar em consideração que por conta da pandemia do coronavírus, muitos famílias podem não estar com clima de comemorações devido a perda de algum parente para doença.



“Temos que pensar que vários núcleos familiares não vão estar comemorando porque perderam seu entes. A primeira coisa que vamos perceber é que várias pessoas vão estar faltando. Não é um motivo de comemoração. Vamos ter o luto e a dor presente em vários núcleos familiares. As famílias vão estar celebrando o nascimento de Jesus, mas sentindo a falta do seu patriarca, matriarca, ou filho. Vai ser um Natal mais doloroso. Vai ser um final de ano de reflexão e para muitos de agradecimento pois alguns terão superado esta doença”, comentou Galdina.

Orientações

A infectologista comenta que as reuniões devem ser mais introspectivas, ou seja, limitadas aos núcleos familiares. Evitando aglomerações.

“O primeiro conceito é que não vamos ter serão aquelas grandes reuniões. A casa abrindo para várias pessoas. O ideal é que a dinâmica das comemorações sejam mais introspectivas e fechadas. O núcleo familiar comemore sem receber outras pessoas”, orientou.

Caso haja a decisão de abrir a casa a outros familiares e amigos, Galdina ressalta a necessidade de serem obedecidos à risca os protocolos de saúde, pois existem casos de reinfecções.

“Antes de tomar a decisão de abrir a casa, temos que levar em consideração quantos estão expostos, quantos estão suscetíveis. Temos que levar em consideração que há risco de reinfecção. Algumas pessoas têm risco de reinfecção. Se for decidido ainda assim haver reunião familiar, o ideal é que a gente calcule quantas pessoas vão estar naquele ambiente, na mesa da ceia com cadeiras que tenham distanciamento. Que a gente faça com que os idosos não interajam com outras pessoas”, ressaltou Galdina.

Sem abraços

Uma característica muito comum entre os brasileiros, principalmente neste período de comemorações calorosas é abraço. A especialista pontua que em reuniões com outros núcleos familiares e amigos, isso deve ser evitado.

“Uma das coisas que vamos ter que realmente evitar, por incrível que pareça, é o abraço e o beijo. Uma característica nossa que somos latinos, é esse toque caloroso. Vamos deixar isso para o próximo Natal. As reuniões devem acontecer com número reduzido e ainda assim com distanciamento. Quem tiver qualquer sintoma, dor de cabeça, febre, tosse e espirros, não deve participar das reuniões”, declarou a especialista.

Apoio da tecnologia

Ana Galdina destaca que a geração atual tem diversas ferramentas tecnológicas que ajudaram no convívio social durante a pandemia e que neste período marcado por eventos sociais será de grande ajuda.

“É claro que nossa geração nunca vivenciou isso. Temos algumas pessoas de maior idade que vivenciaram a gripe espanhola, mas que já seriam centenários. Vamos ter que comemorar de forma diferente. A tecnologia está ai para nos ajudar. Essa ferramenta deve ser sim, muito utilizada esse ano. Vamos fazer a ceia eu aqui e o outro lá do outro lado. É a forma ideal, a mais segura. Vamos ver em tempo real, compartilhar sem a questão física. E tem vários programas, temos Skype, Meet, o próprio Whatsapp que possibilitam essas reuniões. Vamos fazer as confraternizações de final de ano, uma confraternização virtual”, destacou Galdina.

Ano de reflexão

Apesar do encerramento do ano, a especialista reforça que a batalha contra o coronavírus não acabou. Galdina comenta que todos devem continuar seguindo os protocolos sanitários com a chegada de 2021 até que toda população tenha sido imunizada.

“Gostaria de reforçar que o Natal é tempo de celebração, mas também temos que refletir o que passou e tudo o que temos que passar. O vírus está aí. A gente ainda tem muitas pessoas suscetíveis. O nosso papel enquanto cidadão é saber que o perigo continua correndo e que temos que ter bom senso para proteger os mais frágeis. Há núcleos familiares que protegerem esses idosos. Tem idosos que não saem de casa desde abril. Não vamos perder todo esse sacrifício por causa de uma noite. Vamos fazer com que estes mais frágeis continuem protegidos e que para o próximo ano a gente comemore ai sim com tudo mundo junto, com o calor humano, o abraço e aquele beijo. Mais seguros, com a vacina e a imunização”, concluiu a infectologista.


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