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Cotidiano
SAÚDE

Infectologista ensina como grávidas devem se proteger do Aedes aegypti

Profissional da FMT-HVD orienta as grávidas a adotarem medidas preventivas contra o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da Zika, associado à microcefalia, doença que pode deixar sequelas na criança 28/03/2016 às 11:47 - Atualizado em 28/03/2016 às 11:48
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Na comunidade N. S. de Fátima, Zona Rural, Cláudia Gonzaga (à dir.) está no 7º mês de gestação e se previne contra o vetor (Foto: Márcio Silva)
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O surto de casos de microcefalia associados ao vírus Zika tem preocupado a população, em especial as mulheres gestantes e as que se planejaram para engravidar este ano. De acordo com o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, já foram notificados, no País, 6.671 casos suspeitos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita associada à febre Zika. Destes, 907 foram confirmados e 1.471 descartados. Seguem sob investigação 4.93 casos.

O infectologista Antônio Magela, do Departamento Clínico da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD), unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), explica que microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal.

O Ministério da Saúde, seguindo a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), passou a considerar como dentro da normalidade a medida do perímetro craniano em recém-nascidos de 31,9 centímetros em meninos e 31,5 cm em meninas.

A microcefalia, segundo o infectologista da FMT, pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas, radiação e agentes causadores de doenças como Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovirose e mais recentemente , o Zika Virus. Antonio Magela diz que malformações congênitas podem ocorrer em qualquer período da gestação, porém, os três primeiros meses representam o período de formação dos orgãos.Por isso há maior vulnerabilidade e risco de malformações.

Ele ressalta que a prevenção da microcefalia como consequência da infecção pelo Zika passa por uma gravidez com hábitos saudáveis, um bom acompanhamento pré-natal e evitar o contato com o mosquito transmissor, o Aedes aegypti. “É importante que as gestantes realizem um pré-natal completo, com todos os exames previstos nesta fase”, orientou.

As medidas para prevenir-se contra as picadas do mosquito Aedes aegypti precisam ser reforçadas. Por isso, diz ele, as grávidas devem manter portas e janelas fechadas ou teladas, não deixar água parada em vasos de plantas, móveis, garrafas e outros locais, evitar ir a lugares onde há ocorrência de casos das doenças transmitidas pelo mosquito, que são Dengue, Chikungunya e Zika vírus.

Produtos precisam ser prescritos

O uso de repelentes também é indicado, porém, é preciso ser prescrito  pelo obstetra e reaplicado a cada seis horas ou de acordo com as instruções da embalagem. São considerados seguros para grávidas os repelentes à base das substâncias DEET (dietiltoluamida) e Icaridina, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o infectologista Antônio Magela lembra que é essencial que as grávidas mantenham os cuidados básicos para uma boa gestação, como não consumir bebidas alcoólicas, drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e comunicar um médico sobre qualquer alteração durante a gravidez. 

Uma grávida que esteja com coceira e manchas avermelhadas pelo corpo deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. “Somente um profissional de saúde pode diagnosticar se o caso trata-se de infecção por Zika vírus ou de outra doença”, alerta o especialista.

E na hora de cuidar da casa ou do trabalho, as medidas que devem ser adotadas para eliminar possíveis criadouros do mosquito são simples. O recomendado é: tampar os camburões e caixas d’água; manter as calhas sempre limpas; deixar as garrafas sempre viradas; e manter as lixeiras fechadas.

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