Sábado, 20 de Julho de 2019
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Inflação configura cenário econômico ruim para o consumidor

Segundo o presidente do Corecon-AM, Marcos Evangelista, a previsão é que continue assim até o fim do ano



1.jpg Consumidores devem pesquisar preços e equacionar bem seus gastos
27/08/2013 às 09:31

Inflação, dólar instável, endividamento e incertezas entre os investidores configuram um cenário econômico brasileiro nada favorável para o consumidor. E de acordo com o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon), Marcus Evangelista, a previsão é que continue assim até o final do ano. “O Banco Central tem feito a parte dele para equilibrar a economia, enquanto isso é importante que o consumidor seja mais seletivo na hora de comprar”, destacou.

Os juros subindo – tentativa do governo de conter a inflação – e o dólar em alta estão encarecendo o orçamento das famílias. “Tudo que depende de importação será afetado. O trigo e o combustível, por exemplo”, ressaltou Marcus, lembrando que para quem pensa em viajar ao exterior, o momento também não é apropriado. Muito ao contrário, é bom o turista se preparar para uma possível disparada do dólar.

Segundo Evangelista, alguns especialistas fazem previsões de que a moeda americana deve chegar a R$ 2,70, enquanto outros dizem que deve voltar para R$ 2,20, além das apostas para que os juros diminuam com as medidas do governo federal. “Mas o consumidor deve se conscientizar de que é hora de adotar cautela e conservadorismo, acredito que 2014 será um ano bastante promissor, mas enquanto ele não chega é bom tomar alguns cuidados”, disse o economista.

Hábitos de consumo

A dica de Evangelista é que os hábitos de consumo precisam ser revistos. Para driblar o aperto inflacionário, o ideal é e aproveitar as promoções dos supermercados. “O consumidor precisa fazer uma ginástica financeira com o seu salário, tornando-o suficiente para arcar com os mesmos compromissos de antes”, frisou.

Além disso ele indica também fazer uma cotação de preços em diversos estabelecimentos diferentes para não extrapolar o orçamento mensal. “Muitas vezes o mesmo produto é encontrado com variação de 50% a 120% no seu valor. Além disso, é interessante também não se atrelar as marcas, pois o preço de um produto para o outro pode ser até 50% mais em conta e ainda muitas vezes tem até a mesma qualidade”, explicou Evangelista.

A instabilidade econômico levou a funcionária pública, Maria Elizabeth Oliveira a repensar hora de ir às compras. “Passei a substituir alguns produtos e, outros eu deixei de levar pra casa realmente, porque passaram a ser considerados supérfluos pra mim”, disse a consumidora que afirma ter conseguido uma economia de aproximadamente 20% no orçamento.

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