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Cotidiano
Inflação

Inflação medida pelo IPCA-15 volta a subir e fecha últimos 12 meses em 8,93%

Os dados foram divulgados hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que o total acumulado no ano é de 5,19%, bem abaixo dos 6,9% registrados em igual período do ano anterior 21/07/2016 às 11:35
Show sementes de feijao
O feijão-carioca, cujos preços subiram, em média, 58,06%, foi o item que exerceu o maior impacto sobre a inflação medida pelo IPCA-15 (Marcello Casal Jr./ABr)
Nielmar de Oliveira - Agência Brasil

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) voltou a acelerar este mês, ao subir 0,14 ponto percentual e passar de 0,40% para 0,54% entre junho e julho deste ano. Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 8,93% nos últimos doze meses – resultado, no entanto, que chega a ser 0,05 ponto percentual inferior ao da taxa acumulada nos 12 meses imediatamente anteriores: 0,98%.

Os dados foram divulgados hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que o total acumulado no ano é de 5,19%, bem abaixo dos 6,9% registrados em igual período do ano anterior. Em julho de 2015, a taxa havia sido 0,59%.

Peso dos alimentos

Mais uma vez os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação, chegando a subir 1,45% na relação com a prévia de junho, exercendo 0,37 ponto percentual sobre a alta do mês. Com alta de 0,37% em julho e participação de 69% do IPCA-15 no mês, o grupo alimentação e bebidas acusou a mais elevada variação para os meses de julho desde a alta registrada em 2008: 1,75%.

Também mais uma vez o feijão-carioca, cujos preços subiram, em média, 58,06%, foi, isoladamente, o item que exerceu o maior impacto no índice do mês, 0,18 ponto percentual. Em Goiânia, o quilo do produto aumentou 81,03%, em Brasília (62,69%), em Salvador (61,69%) e em Fortaleza (60,63%).

Segundo o IBGE, os demais tipos de feijão também apresentaram aumentos significativos nos preços. O mulatinho passou a custar, em média, 45,94% a mais, o preto subiu 34,23% e o fradinho, 11,78%.

Preços em alta

Os alimentos continuam a ser o grande vilão da inflação e não só pela alta elevada e generalizada dos diversos tipos de feijão consumidos pelos brasileiros. Segundo o IBGE, vários outros alimentos ficaram “bem mais caros” de um mês para o outro.

Este é o caso, por exemplo, do arroz, que teve os preços elevados em 3,36% na média, mas chegando a atingir 8,2% em Belém; 6,67% em Fortaleza; e 6,53% em Goiânia. O resultado é que comer feijão com arroz, prato típico da mesa do brasileiro, passou a custar bem mais caro de norte a sul do país.

Outro alimento com participação importante na despesa das famílias, o leite aumentou 15,54%, em média, chegando a atingir 27,46% em Curitiba; 24,15% em Porto Alegre; e 20,17% em Goiânia. Assim, os preços de seus derivados aumentaram, destacando-se o leite em pó, que ficou 3,26% mais caro.

Contrapartida

A alta de 0,54% na inflação - medida pelo IPCA-15 - em julho só não foi ainda maior porque, em contraposição à elevação de 1,45% do grupo alimentação e bebidas, a maioria dos demais grupos de produtos e serviços pesquisados evidenciou desaceleração na taxa de crescimento

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