Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
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Infraero se posiciona sobre ‘rombo’ nas obras do aeroporto de Manaus

De acordo com a Infraero, na última vistoria realizada, o entendimento da equipe de auditores é que se deve fazer uma adequação ao critério instituído incluindo novas faixas de categorização dos equipamentos, sendo que tal orientação está sendo adotado plenamente



1.jpg Obras de ampliação do Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus
14/08/2013 às 12:30

Nesta quarta-feira (14), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) emitiu uma nota esclarecendo questões expostas em uma matéria publicada no ACRITICA.COM, repassada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) referente a um ‘rombo’ de mais de R$ 2 milhões na obra do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

De acordo com a Infraero, as obras no aeroporto  – contratadas por R$ 389 milhões e com 66,55% do serviço executado e pago - estão em um ritmo acelerado e dentro do marco planejado para atendimento da demanda prevista para 2014.



Em relação à questão de superfaturamento de R$ 2 milhões, a empresa diz que trata-se de equipamentos de movimentação vertical (guindastes). Na execução da obra, foram adotados os parâmetros previstos no contrato e baseados em banco de dados orçamentários governamentais como SICRO, SINAPI e outros, validados à época pelo próprio TCU.

Na última vistoria realizada, o entendimento da equipe de auditores é que se deva fazer uma adequação ao critério instituído incluindo novas faixas de categorização dos equipamentos, sendo que tal orientação está sendo adotado plenamente.

Quanto à questão inerente ao granito e ao forro, todo o material in sumo desses itens necessários a obra está posto no canteiro. Essa ação visa à redução de riscos de atraso na obra devido à dificuldade de logística para fornecimento de tais insumos/materiais na Região Norte, especificamente em Manaus, dentro do planejamento de entrega dos materiais pelos fornecedores, comumente percebe-se a utilização de diversos modais de transporte (rodoviário, fluvial e marítimo) intercalados conforme a época do ano e sazonalidade da bacia hidrográfica da região, o que pode causar certo descompasso entre o recebimento e a utilização do material. Destaca-se que esses itens (granito e forro) já estão sendo utilizados.

Auditorias
Na terceira auditoria promovida pelo TCU em Manaus, realizada em abril deste ano, foram destacados alguns pontos a serem melhorados e adequados, a exemplo do que ocorreu nas outras visitas de acompanhamento, sempre visando a um melhoramento contínuo do processo de gestão e a plena consonância aos critérios e entendimentos do órgão de controle.

Na terceira visita, foi observado um equívoco no controle físico referente à impermeabilização de uma área. Esse apontamento já foi corrigido e o valor foi estornado do consórcio responsável pelos serviços em abril deste ano, sendo que para o item “execução de concreto” não houve pagamento em duplicidade.

Quanto a refazer os serviços apontados no relatório, estes já foram totalmente executados, sem ônus a Infraero.

A Infraero ressalta que a obra de ampliação do Aeroporto de Manaus é acompanhada continuamente pelo TCU, que já realizou duas auditorias de acompanhamento, sendo esta a terceira. Todas as orientações proferidas nas auditorias anteriores foram seguidas plenamente pela equipe de gestão e fiscalização da Infraero, o que será feito também nas orientações contidas no último relatório, reafirmando o compromisso da Infraero com a transparência das ações de gestão de seus empreendimentos.

Hoje, estão mobilizados cerca de mil trabalhadores (empregos diretos), empenhados na execução do planejamento dos serviços.



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