Domingo, 26 de Maio de 2019
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Inmetro promete padronizar a gestão do CBA ao trabalhar em parceria com a Suframa

Diretores do  MDIC e da Suframa estiveram nesta quinta-feira (9) na ALE-AM para falar aos deputados sobre as novas diretrizes do centro



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Diretores ligados à área de inovação e tecnologia MDIC e da Suframa estiveram ontem na ALE-AM para falar aos deputados sobre as novas diretrizes do CBA
10/07/2015 às 14:32

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) irá padronizar a gestão do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), assumindo a coordenação em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A explicação foi dada por dirigentes do próprio Inmetro e do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), ontem (9), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM).

“Vamos auxiliar os gestores dos processos a definir esses novos rumos. Ao longo de dois anos, espera-se que possamos, efetivamente, chegar a um modelo ideal do CBA. O secretário de inovação do MDIC, Marcos Vinícius [de Souza], tem liderado esse processo no âmbito do ministério. Existe um cronograma de atuação e trabalho para chegar ao melhor modelo de atuação”, disse o diretor de Inovação e Tecnologia (Ditec) do Inmetro, Carlos Alberto Aragão.

Segundo ele, diferentemente do que muitas pessoas imaginam, o órgão não apenas testa a qualidade de produtos. O trabalho é mais abrangente. A instituição tem laboratórios e pesquisadores com conhecimento em diversas áreas, inclusive, biotecnologia. “O desafio é colaborar com o CBA e ser bem sucedido na tarefa de conectar o conhecimento, a ciência e a tecnologia, com as empresas da Região; de tal maneira, que possamos ter inovação”, afirmou.

Diretor de Inovação e Tecnologia do Inmetro, Carlos Alberto Aragão, afirma processo vai ter duração de dois anos (Foto: Rubilar Santos)

Segundo Aragão, a primeira decisão do Inmetro foi garantir a extensão das bolsas por mais três meses, até que se possa lançar um edital dentro do “novo perfil” do CBA. Neste período, um conselho consultivo “ligado a esse termo de descentralização” trabalhará na transição administrativa dentro do prazo estipulado na parceria (dois anos) até que se chegue a uma “configuração definitiva”.

“Do ponto de vista transitório emergencial, todas as medidas foram tomadas para garantir a continuidade do trabalho. Desde 2007, o Inmetro tem a diretoria de inovação e tecnologia. A missão desse núcleo é fazer com que o conhecimento, a competência científica gerada no Inmetro, sejam colocados a serviço das empresas para que possamos desenvolver novos produtos, serviços e processos à sociedade”, enfatizou.

Desde o último dia 16 de junho, o Centro de Biotecnologia da Amazônia passou a ter personalidade jurídica e tecnologia do Inmetro, com a possibilidade de realizar contratações; e cooperações com empresas e órgãos públicos. “Vamos unir o melhor da Suframa e do Inmetro, trazendo a Suframa para dar todo o apoio administrativo, com a competência em desenvolvimento tecnológico e inovação do Inmetro. Será uma co-gestão feita pelas instituições, unindo o que sabem fazer de melhor”, declarou o secretário executivo de inovação do MDIC, Marcos Vinícius de Souza.

Métrica de sucesso e dinamismo

De acordo com secretário executivo de inovação do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, a co-gestão proporcionará um funcionamento dinâmico ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). A próxima etapa será a realização de certames para preencher o efetivo necessário para manter o trabalho e fechar novas parcerias.

“A nossa métrica de sucesso são: novos e melhores empregos para esse setor, atração de investimentos e geração de novos negócios. Vai ter editais: o principal para o funcionamento do CBA e outro dos parceiros, tantos locais, quanto de outros lugares para atrair recursos”, adiantou, ao revelar que haverá debates no âmbito do Parlamento Amazônico.

“É um canal excelente para entender as diferentes demandas. O papel principal do CBA é transformar o conhecimento de qualidade, em desenvolvimento econômico para a Região”, disse. “O CBA já está pronto para efetuar qualquer tipo de projeto na Amazônia”, completou.

Sinésio cobra consulta sobre o tema

Eleito há um mês para presidir o Parlamento Amazônico, o deputado estadual Sinésio Campos (PT), não concorda com a co-gestão do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e reclamou que não houve uma consulta sobre o assunto. Na opinião dele, houve uma “decisão unilateral” e nem os parlamentares puderam debater.

“Os amazônidas têm que ser ouvidos. Não houve sequer uma audiência pública. Não é somente fazer um ato desses para se ver livre no que se diz respeito meramente à questão administrativa, burocrática. O CBA nasceu para ser uma incubadora de novas indústrias, utilizando a nossa biodiversidade. Nós queremos discutir isso, no Parlamento Amazônico, efetivamente”, disse.

O grupo reúne deputados dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal brasileira: Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins. Eles buscam soluções para problemas da Região, com alternativas que aliem desenvolvimento sustentável e crescimento econômico. “O CBA está aqui em Manaus, mas não é algo que diz respeito somente aos amazonenses”, ressaltou Sinésio.

Blog: Luiz Castro

Deputado estadual

"É uma solução  meramente temporária,    paliativa, de urgência. Somos obrigados a concordar, com uma solução transitória. Já começam a dizer que é uma solução para dois anos, quando deveria ser para quatro, cinco meses no máximo. Precisamos de um modelo de gestão com autonomia, executividade; com planejamento integrado na governança da ciência e tecnologia em nosso Estado. Ao mesmo tempo, integrado com modelos industriais alternativos da iniciativa privada. Precisamos de um CBA que se comunique com o mundo empresarial e científico. É melhor do que fechar? Sim. Mas é uma solução meramente paliativa, transitória. Então, essa solução aí, a gente aceita (dos males o menor), mas não é a solução que vá resolver de fato o problema ou que aproveite o CBA para um grande salto".

Novo conceito

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) ganhou um novo conceito e, a partir de agora, passa a ser gerido em conjunto pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), subordinados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O convênio entre os órgãos foi assinado no último 16 de junho.


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