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Cotidiano
AGRONEGÓCIO

Inovações na pecuária: a tendência é aproveitar as tecnologias disponíveis

Produtores rurais tem apostado na tecnologia para movimentarem o agronegócio local. Exemplo disso é a Fazenda Simonik, do produtor rural, Sebastião Gardingo 28/05/2017 às 13:00
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A Fazenda Geny é referência nacional (Foto: Aguilar Abecassis/ACrítica)
Rebeca Mota Manaus (AM)

A grande tendência na pecuária do Amazonas é investir em melhoramento genético para aumentar a produtividade e impedir o desmatamento das nossas florestas. Produtores rurais tem apostado na tecnologia para movimentarem o agronegócio local.

Exemplo disso é a Fazenda Simonik, do produtor rural, Sebastião Gardingo, conhecido como Taozinho, que seleciona animais de genética superior, tanto para a pecuária de corte e de leite no município de Boca do Acre (distante a 1.554,8 quilômetros de Manaus).

O filho do proprietário da Simonik, Ildo Galdino, conta que para as inovações serem implantadas nos animais foi feito um investimento inicial de R$ 1 milhão e R$ 600 mil para a aquisição de gados. Os animais que saem do município vão para Manaus, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo. E são considerados bois verdes, com a carne mais saborosa.

“Fazemos um leilão anual nos qual vendemos os gados, o normal é vender 60 touros. Um touro melhorador custa em torno de R$ 10 mil”, revela. 

O médico veterinário Wesley Monteiro explica que as inovações tecnológicas aplicadas na pecuária de corte da fazenda são: o preparo do solo com técnicas agroecológicas, o manejo nutricional dos animais e sanitário, a utilização de vacinas, a inseminação artificial, simulações de acasalamentos no software, programa de melhoramento genético e a imunocastração.

Produção leiteira
No Amazonas, um estado dominado pelo clima equatorial é um desafio para os produtores de leite o estabelecimento de seus sistemas de produção. 

A Fazenda Geny, localizada no município de Iranduba (distante 22 quilômetros de Manaus), do produtor Ronaldo Leite, investiu em mais de R$ 1 milhão para iniciar a produção de queijos coalho, minas frescal, mussarela, iogurte, manteiga, leite, coalhada e doce à base das raças gir leiteira e girolando, com pontos de vendas na rua Joaquim Sarmento, Centro e no Posto Ipiranga do Novo Aleixo.

Para o médico veterinário, Virgílio Cortez, a fazenda tem todos os ‘sangues’ que possa imaginar como em outras grandes fazendas do Brasil. Isso representa o melhoramento genético do plantel, para aperfeiçoar a produção leiteira. “Nós temos uma produção de 12 litros por dia, em média, por animal. Usamos a inseminação artificial convencional e a em tempo fixo, além da fertilização in vitro”, conta.

Hoje a fazenda possui 358 animais e 20 pessoas empregadas. Cada embrião pode custar R$ 15 mil reais. E o veterinário ressalta que precisa da liberação da vacina da febre aftosa para exportar embriões.

“Hoje produzimos genótipo A2A2 (relacionado à maior conteúdo de proteína, rendimento do leite e benigno para a saúde humana) que tendem a produzir leite com maiores teores de gordura e proteína, sólidos diretamente relacionados com o rendimento industrial”, revela.

Outra fazenda que investe nesse melhoramento genético é a Fazenda Ferradurinha, localizada em Manacapuru (distante a 99 quilômetros de Manaus) do proprietário e produtor rural, Nilton Lins Junior, que possui 400 animais.

O médico veterinário, Alberto Holanda, explica que a fazenda inovou no manejo alimentar, no programa da Embrapa que é o ‘Balde Cheio’. “Fazemos rodízio na pastagem com esses animais  e implantamos o BRS Kurumi que se destaca por apresentar alto potencial de produção de forragem com excelentes características nutricionais”.

Programa de incentivo

As vantagens de fazer investimentos em animais de melhor genética são superiores do que a produção tradicional, segundo o presidente da Federação da Agricultura do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço. 

“Enquanto um animal comum produz, em média, 2 litros de leite por dia, um animal de genética superior pode dar um salto de 15 a 20 litros ou mais”, revela.

Muni destaca que há também programas de incentivos de melhoramento genético do rebanho do Estado. 

“Nos últimos cinco anos, os pecuaristas de vários municípios do Amazonas estão tendo oportunidades de participar destes grandes eventos da pecuária”. Para o presidente, isso abre a visão geral do produtor. Ano passado, na “Megaleite” principal de evento de festival de leite no Brasil, em Minas Gerais, estavam presentes 25 pecuaristas do Amazonas e oito municípios.

Nas últimas reuniões da Codam, os assuntos pautados são os projetos do agronegócio do leite do Amazonas. Por exemplo, investimentos em R$ 2 milhões em lacticínios em Manacapuru e três milhões reais lacticínios em Presidente em Figueiredo, que usam o leite in natura. 

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