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Inpa receberá maior centro de processamento de dados da Região Norte

Ainda pouco conhecido pelos usuários de computadores, o petabyte é uma unidade de informação que equivale a um quatrilhão de bytes. Ainda inexistente no Norte do País, essa estrutura de armazenamento, processamento e distribuição que será instalada no Inpa será a maior da Região e a quinta maior dentre as instituições de Ciência e Tecnologia do Brasil 22/06/2013 às 20:04
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Laurindo Campos afirma que estrutura do Inpa vai beneficiar toda a região
Priscila Mesquita Manaus, AM

Nos próximos três anos, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) vai receber um aporte de US$ 20 milhões do governo federal, que serão investidos na instalação de um centro de compartilhamento de dados (CDC). Os recursos começam a ser aplicados neste segundo semestre e vão dotar o órgão de uma “meganuvem”, com capacidade para armazenar até dois petabytes.  

Ainda pouco conhecido pelos usuários de computadores, o petabyte é uma unidade de informação que equivale a um quatrilhão de bytes. Ainda inexistente no Norte do País, essa estrutura de armazenamento, processamento e distribuição que será instalada no Inpa será a maior da Região e a quinta maior dentre as instituições de Ciência e Tecnologia do Brasil.

Segundo o coordenador de Tecnologia da Informação do Inpa, Laurindo Campos, o novo data Center do instituto é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de uma parceria com a gigante chinesa Huawei, que doou os equipamentos.

O centro de compartilhamento de dados  contará com dois contêineres com sistemas sofisticados de energização, refrigeração, rede, monitoramento e armazenamento de dados.
 
“O novo data center vai contribuir para a formação de pesquisadores. Não dá para desenvolver pesquisa sem usar tecnologias da informação. E o fomento à pesquisa passa pelo compartilhamento às informações. Não existe mais pesquisa fechada”, destaca.

A nova estrutura do Inpa estará interligada ao Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad), do MCTI. Ela ficará disponível tanto para os profissionais e alunos do instituto, como também poderá ser usada pelas demais instituições da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), como universidades e órgãos governamentais.  

“É imprescindível que tenhamos essa ligação institucional. As informações e dados precisam ser disseminados”, afirma.

Super máquinas

 Segundo Laurindo Campos, o Centro de Processamento de Dados do Inpa já conta com três “supercomputadores”. Ele explica que os equipamentos são máquinas de altíssima capacidade de processamento, que permitem, por exemplo, a realização de testes de modelos ambientais e climáticos, que são impossíveis de serem feitos em um notebook ou desktop comum.

Plataforma necessária

Na avaliação do coordenador de pesquisas de  Sociedade, Ambiente e Saúde do Inpa e professor de Economia da Universidade Federal do Amazonas, José Alberto Machado, o novo data center do Inpa pode representar uma plataforma relevante para as instituições de C&T da Amazônia. Doutor em desenvolvimento socioambiental, Machado explica que o armazenamento massivo de dados é necessário para diversas pesquisas e acervos de pesquisas.

“Um exemplo de aplicação é a modelagem do funcionamento do clima, que requer grande massa de dados e conexão com toda dinâmica ecossistêmica (cheias, vazantes etc). Dados que hoje não têm uma plataforma de alta capacidade de armazenamento poderão ser reunidos de forma padronizada”, diz.

Outra aplicação que se tornaria viável com a nova estrutura é o trabalho de pesquisa feito pela rede genômica de saúde, que está sendo construída na região sob a liderança da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Colocar essas pesquisas na nuvem seria uma forma de proteger os trabalhos sobre a Amazônia”, enfatiza. 

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