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Cotidiano
NOVELA

Instalação da CPI do Diesel na Assembleia é adiada e fica para a próxima semana

Presidente da Casa, David Almeida, disse não ter recebido documento da CCJ, mas relator Orlando Cidade disse que repassou no início da tarde 27/04/2017 às 15:23
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David Almeida e Orlando Cidade divergiram e CPI será postergada
Camila Pereira Manaus (AM)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a possível revenda de diesel subsidiado pelas empresas de transporte público de Manaus, que deveria ter sido implantada hoje, foi adiada para a próxima semana. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), David Almeida (PSD), afirmou não ter recebido o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), presidida pelo deputado Orlando Cidade (PTN), mas que a instalação deve acontecer na próxima terça-feira, 2.  

Durante a sessão plenária de hoje, o deputado José Ricardo Wendling (PT) protestou contra o adiamento. “Estão querendo ou postergar ou encerrar a CPI. Não sei se tem deputados que querem retirar as assinaturas, mas o parecer do desembargador é bem claro que independe de alguém retirar a assinatura. O fato é que no dia havia atingido o número mínimo de deputados já justificaria a implantação”, afirmou. 

O presidente da ALE-AM, David Almeida informou que este é um rito normal da casa e só pode instalar a CPI após o recebimento do parecer. “Eu cobrei dele e ele ficou de me entregar até terça-feira. O documento chegando nas minha mãos, para poder ler o requerimento no plenário e 24 horas está instalada, a CPI, depois faço a comissão”, explicou. 

Contrariando as declarações de David Almeida, o deputado Orlando Cidade informou entregou o documento após o expediente. “Entregamos por volta de 12h, 13h”, garantiu.

Segundo o deputado Luiz Castro, não há razão para que seja protelada a CPI. “Eu espero que o presidente faça na semana que vem, já que não houve cumprimento do prazo que ele mesmo deu”, afirmou. 

Saiba mais

O requerimento para a CPI do óleo diesel surgiu após a denúncia feita por A CRÍTICA, em que o vereador Marcelo Serafim (PSB) ressaltou a irregularidade na aquisição do óleo diesel com isenção de ICMS pelas empresas de ônibus de Manaus, além da “inconsistência no número de veículos que atendem o sistema de transporte público”.

Após a retirada de subsídio do Governo do Estado, empresários do sistema de transporte coletivo compraram 1,1 milhão de litros de diesel a menos, nos meses de fevereiro e março deste ano, em comparação ao mesmo período de 2016.

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