Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Ajuda às meninas

Instituições de Manaus já receberam mais de dez mil absorventes por meio da campanha 'Adote Um Ciclo'

Com o apoio do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM), várias escolas aderiram a campanha, entre elas, o Colégio Martha Falcão, Escola Igapó, Cemetro e Centro de Ensino Literatus



Sem_titulo_4F273D61-192E-43F3-9536-606B69897952.jpg Foto: Divulgação
30/07/2021 às 13:12

O Centro Educacional de Tempo Integral (CETI) Elisa Bessa Freire e a Casa Mamãe Margarida receberam, nesta semana, cerca de dez mil absorventes higiênicos por meio da campanha “Adote Um Ciclo”. A ação é uma iniciativa do Instituto Educadoras do Brasil (Ela), que desde o dia 7 de junho tem mobilizado todo o Brasil. No Amazonas, a representação regional do instituto é encabeçada pela educadora Nelly Falcão, que prorrogou a campanha até o fim de setembro.

Com o apoio do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM), várias escolas aderiram a campanha, entre elas, o Colégio Martha Falcão, Escola Igapó, Cemetro e Centro de Ensino Literatus, que serviram como ponto de coleta dos absorventes e mobilizaram toda a comunidade escolar para arrecadar as doações.



Nesta sexta-feira (30), quem receberá as doações da campanha “Adote Um Ciclo” será o CETI João dos Santos Braga. E, na quarta-feira (4), será a vez da Escola Estadual Antonio Teles. A meta do Instituto Ela é que a campanha beneficie na capital amazonense mais de 1200 meninas e mulheres que não possuem acesso a produtos de higiene menstrual.

Toda a população pode contribuir realizando doações em um dos pontos de coleta da iniciativa, entre eles, o Colégio Martha Falcão, localizado na rua Salvador, n° 455, no bairro Adrianópolis. Instituições e empresas podem colaborar encaminhando os absorventes ou entrando em contato com a escola, através do telefone (92) 3303-0700, para que busquem as doações. 

“A chamada pobreza menstrual é um problema grave em todo o mundo e durante a pandemia, com a diminuição ou perda da renda familiar, agravou-se ainda mais. São milhares de meninas e mulheres que não têm condições de adquirir produtos básicos de higiene, como um absorvente”, disse a diretora do Colégio Martha Falcão, Pinocchio Centro Educacional e representante do Instituto Ela no Amazonas, Nelly Falcão de Souza.

A educadora explica que por conta da falta do produto, meninas deixam de frequentar a escola, enquanto as mulheres, além de necessitar lidar com estigmas em torno da menstruação, ainda colocam a saúde em risco ao recorrerem a soluções improvisadas durante o ciclo menstrual, como retalhos de pano ou papel, o que pode ocasionar infecções urinárias e genitais.

 

Dados 

 

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) realizaram um estudo sobre a “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos”, que apontou que 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio e mais de 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.

O fenômeno é afetado por outras variáveis envolvendo a desigualdade racial, social e de renda. Uma família com maior situação de vulnerabilidade e renda menor tende a dedicar uma fração menor de seu orçamento para itens de higiene menstrual, uma vez que a prioridade é a alimentação.

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