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Instituto e Unicef desenvolvem solução para a busca ativa de crianças fora da escola

A nova parceria prevê o desenvolvimento de uma solução tecnológica que permitirá aos municípios identificar de forma mais simples e ágil quem são as crianças e adolescentes fora da escola utilizando Tecnologias de Informação e Comunicação 23/06/2015 às 10:18
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Rede ligada à Unicef promove ações em defesa de crianças e adolescentes
acritica.com ---

Com o objetivo de oferecer aos municípios brasileiros uma abordagem inovadora de busca ativa de crianças fora da escola, o Instituto TIM se juntou ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na mobilização Fora da Escola Não Pode – iniciativa de enfrentamento da exclusão escolar liderada pelo UNICEF. A nova parceria prevê o desenvolvimento de uma solução tecnológica que permitirá aos municípios identificar de forma mais simples e ágil quem são as crianças e adolescentes fora da escola utilizando Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

O lançamento oficial da parceria foi realizado durante o 15º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, promovido pela Undime, em Mata de São João, na Bahia. Estiveram presentes o presidente do Instituto TIM, Manoel Horácio, e o representante do UNICEF no Brasil, Gary Lee Stahl.

“O Instituto TIM investe para encontrar aplicações e soluções tecnológicas que contribuam com o trabalho de instituições respeitadas, como o UNICEF. Estamos muito felizes em participar do Fora da Escola Não Pode! e seguir colaborando com a educação brasileira. A iniciativa busca identificar as crianças fora da escola e entender seus motivos, contribuindo para o enfrentamento dessa realidade tão presente no país”, destaca Manoel Horacio.

Assim como todas as ferramentas tecnológicas desenvolvidas pelo Instituto TIM, o sistema de busca ativa é um software livre. Os municípios que se interessarem por adotar o sistema montarão times locais, que poderão incluir profissionais de áreas diferentes dentro das prefeituras (Saúde, Educação, Assistência Social, etc.), ONGs ou outras instituições. Durante suas interações com a comunidade, os agentes de saúde, conselheiros tutelares, assistentes sociais, representantes de entidades sociais, entre outros identificarão e reportarão, pelo sistema, casos de crianças que deveriam estar na escola, mas não estão.

A solução tecnológica vai potencializar a articulação das mais diversas áreas do poder público, pois todos terão acesso à mesma base de dados. O sistema permite que cada município faça o acompanhamento de suas crianças fora da escola, cruze informações por meio de filtros, identifique as maiores demandas, classifique-as por bairro ou faixa etária, consulte os casos que estão em aberto e os casos solucionados, entre outras ações. Com esse tipo de informação de qualidade, os gestores públicos terão mais subsídios para monitorar e tomar decisões sobre como enfrentar a exclusão escolar em seu município.

O projeto será implementado inicialmente em formato piloto em um município a ser definido. Posteriormente, será realizado em outros 19 municípios de diferentes portes, localizados em regiões vulneráveis e que possuam altos índices de crianças e adolescentes fora da escola.

“Ainda temos 3,8 milhões de crianças e adolescentes no Brasil que estão tendo o seu direito de aprender negado. O desafio é grande, especialmente, quando nos deparamos com alguns dados: os mais excluídos são do sexo masculino, negros, indígenas, quilombolas, vivem na zona rural, de famílias de baixa renda e cujos pais têm pouca escolaridade”, explica Gary Stahl.

Cerca de 63 milhões de adolescentes entre 12 a 15 anos e 58 milhões de crianças do Ensino Fundamental estão fora da escola em todo o mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). No Brasil, são cerca de 3,8 milhões de jovens de 4 a 17 anos que estão sendo privados de um direito garantido pela constituição e do desenvolvimento de competências que serão necessárias depois, na vida adulta.

Em 2010, o UNICEF e o Instituto de Estatística da UNESCO (UIS) deram início à Iniciativa Global Out of School Children (OOSC) – Pelas Crianças Fora da Escola. No Brasil, o projeto conta ainda com a parceria da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e engloba também o relatório Todas as Crianças na Escola em 2015.

*Com informações da assessoria de comunicação. 


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