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Instrutores dos Centros de Formação de Condutores realizam protesto contra Detran-AM

A reivindicação acontece por causa da resolução do Conselho Nacional de Trânsito, que obriga os CFCs a realizarem aulas em simuladores, mas a maioria das empresas não conseguiu adquirir o equipamento. Em todo o Amazonas, 70 autoescolas correm o risco de ficarem paralisadas 23/02/2016 às 18:27
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Em todo o estado, 70 autoescolas correm o risco de ficarem paralisadas, por falta de simulador veicular
Kelly Melo Manaus (AM)

Instrutores dos 30 Centros de Formação de Condutores (CFCs) existentes em Manaus fizeram uma parada de advertência na tarde desta terça-feira (23), na Área de Treinamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), na Zona Norte da capital, contra o órgão, que começou a bloquear as aulas práticas para quem vai obter a carteira nacional de habilitação. 

A reivindicação é porque, desde o início do ano, começou a vigorar a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que obriga os CFCs a realizarem aulas em simuladores, mas a maioria das empresas não conseguiu adquirir o equipamento. Em todo o Estado, 70 autoescolas correm o risco de ficarem paralisadas pela falta do simulador veicular. 

Outra questão levantada pelos instrutores é o pagamento de uma taxa de R$ 4 por aula para a Prodam, com a finalidade de interligar o sistema das autoescolas com o do Detran-AM.

"O sistema não mudou e a quantidade de aulas continuam sendo as mesmas 25 horas. O que mudou foi a ferramenta pedagógica", afirmou Marcos Fortes, representante do Sindicato de Instrutores dos Centros de Formação de Condutores (SindCFC) no ato,

O vice-presidente do SindCFC, Getulio Lopes, disse que o movimento foi um dos primeiros a apontar este problema e prometeu mobilizar a categoria para uma próxima manifestação já na quinta-feira (25).

"Queremos que o sistema seja desbloqueado até que as escolas consigam se regularizar. Além disso, não aceitamos pagar uma taxa que já está sendo paga", ressaltou Lopes. 

De acordo com ele, para tentar amenizar o problema, o sindicato estuda a possibilidade de as autoescolas compartilharem o equipamento entre si, até que todas estejam aptas a operar os simuladores. Atualmente, 14 autoescolas já possuem o equipamento, mas só duas estão operando com a nova ferramenta.

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