Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
ECONOMIA

Intenção de consumo das famílias apresenta queda na região Norte

Indicador caiu 0,5% na região Norte, mas queda ainda ficou abaixo da média nacional, que foi de 1,7%. Em Manaus, houve aumento de 1%, conforme levantamento da CNC



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24/07/2019 às 16:00

O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu de 91,3 para 89,8 pontos em julho, registrando recuo de 1,7% em relação a junho de 2019. A intenção de consumir na Região Norte também teve queda de -0,5%, mas abaixo da média nacional. Na passagem de junho para julho, as famílias nortistas não perceberam tanto recuo na intenção de gastos quanto as famílias do Nordeste (-2,4%) quanto do Sudeste (-2,2%). Rio Branco (-3,0%) e Belém (-2,1%) registraram as maiores quedas da ICF, enquanto em Manaus (1,0%) e Porto Velho (1,1%) as famílias demonstraram aumento nas intenções de compras. 

Apesar disso, quando se considera a variação anual do indicador verifica-se que a ICF no Norte apresentou queda (-0,8%). Para a CNC, esse registro negativo significa que diferentemente das outras áreas, as famílias nortistas foram singulares no entendimento de que o desejo de compra diminuiu.



A queda da Intenção de Consumo das Famílias de julho, em comparação com o mês anterior, vem acontecendo desde março e é a quinta consecutiva, refletindo as dificuldades enfrentadas pelas famílias brasileiras para manter o padrão de vida.

Subindicadores de consumo do Norte

A pesquisa da CNC sobre a Intenção de Consumo das Famílias revela que o Norte tem as maiores pontuações quando se trata da perspectiva profissional (111,3) e perspectiva de consumo (110,8), ocupando a primeira colocação nesses subindicadores. A região também ficou entre os três primeiros colocados nos itens de emprego (118,2), renda (111,1) e nível de consumo (69,1) tendo a maior variação positiva do ano (15,1%).

Em todo o País, o indicador se mostrou negativo. As maiores quedas ocorreram no Nordeste (- 2,4%) e no Sudeste (-2,2%), regiões mais populosas. No Centro-Oeste, as intenções de compra declinaram apenas -0,1%. No ano, a intenção de compras subiu somente em janeiro (5,1%) e fevereiro (2,7%). O ICF passou de 91,3 para 89,8 pontos, permanecendo abaixo de 100 pontos desde abril de 2015. Para a CNC, os dados de julho sinalizam, portanto, aumento da insatisfação das famílias.

“Observando o dado nacional, o consumidor segue cauteloso, condicionado pelo nível de endividamento e pelo mercado de trabalho, em que o desemprego vai se mostrando persistente. O cenário econômico pode melhorar no segundo semestre, com a aprovação da reforma da Previdência, mas é preciso avançar nas medidas que vão destravar a economia, como a reforma tributária e iniciativas como a MP da Liberdade Econômica. É isso que vai permitir a retomada dos investimentos e a criação de emprego e renda, capazes de romper o atual ciclo”, avalia o presidente da CNC, o amazonense José Roberto Tadros.

Renda e emprego mostram endividamento das famílias

Para os pesquisadores da CNC, as sucessivas quedas da ICF evidenciam que o endividamento das famílias torna a conjuntura de recuperação econômica mais difícil. "Se no cenário de escassez de crédito os juros pouco cedem, as empresas acabam adiando investimentos e o desemprego vai se mostrando resistente em diminuir. Em julho, os subíndices Renda Atual e Emprego Atual variaram -0,6%, mostrando que os orçamentos domésticos podem não estar dando conta das despesas e que as expectativas quanto ao emprego ainda não são tão promissoras", avalia Fábio Bentes, da Divisão Econômica da CNC.

Para o presidente da Confederação Nacional do Comércio, José Roberto Tadros, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cumpre um papel altamente relevante, ao fundir as percepções pessoal e familiar, capturando informações em todas as unidades da Federação. "Tais informações são obtidas com base em 18 mil questionários, analisados mensalmente. Outro fator que destaca a ICF ante outros indicadores antecedentes baseados na percepção do consumidor é o seu caráter de curto prazo. As avaliações do consumidor em relação ao futuro são tomadas em um horizonte que varia de três a seis meses". 

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Repórter de A Crítica - Correspondente em Brasília

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