Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021
Covid-19

Intervalo de aplicação da Pfizer deve diminuir de 90 para 21 dias a partir de setembro

Segundo Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, a redução do intervalo entre as vacinas tem como objetivo diminuir os casos da variante Delta



xpfizer.jpg.pagespeed.ic.UQEG57W_mU_6425A41E-1AE4-46A2-AFF2-7D0D1348E63F.jpg Foto: Dado Ruvic / Reuters
14/08/2021 às 20:30

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou neste sábado (14), que o intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda doses da vacina Pfizer devem cair de 90 dias para 21 dias. Segundo o titular da pasta, a redução do prazo visa frear os casos da variante Delta do novo coronavírus, mais contagiosa que as anteriores.

Ainda de acordo com Queiroga, o governo federal aguarda a vacinação total da população adulta para assim dar iniciar os estudos para diminuir o intervalo entre as doses da Pfizer para três semanas. Segundo estudos internacionais, as aplicações em 90 dias aumentem a resposta imune, mas o prazo original determinado pelo fabricante da Pfizer é 21 dias.

“À medida que a gente avance na primeira dose, já se rediscutiu colocar a Pfizer no intervalo de 21 dias. [A previsão é] em setembro. Nós já temos 70% da população acima de 18 anos com a primeira dose”, disse o ministro, durante lançamento do projeto-piloto de testagem em massa contra a covid-19, em Brasília.

A possibilidade de antecipação do prazo da vacina da Pfizer tinha sido anunciada pelo Ministério da Saúde no fim de julho. A decisão havia sido tomada pelo governo federal junto com Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Na ocasião, a pasta só não tinha informado a data a partir da qual a redução do intervalo começaria porque esperava o avanço das campanhas de vacinação nos estados. Um estudo publicado nesta semana pela revista New England Journal of Medicine mostrou que a eficácia da primeira dose das vacinas Pfizer e AstraZeneca cai de 50% para 35% contra a variante Delta. Com a segunda dose, a eficácia volta aos níveis verificados antes do surgimento da variante.

Aplicada no Brasil desde maio, a vacina da Pfizer teve o intervalo ampliado para 90 dias por causa da baixa oferta inicial do imunizante. Nos últimos meses, o fornecimento regularizou-se, tornando possível o encolhimento do intervalo para o prazo determinado pelo fabricante.

*Com informações da Agência Brasil.




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